Mostrar mensagens com a etiqueta Processos de trabalho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Processos de trabalho. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Fornada de lenha


Depois de produzir os meus trabalhos no Porto, tenho que os transportar ainda em cru para serem cozidos no meu forno de lenha, na aldeia de Outeiro, Bragança. Há muitos anos que todo o meu trabalho é cozido desta forma, a maior parte das vezes, feito em registo solitário. Às vezes, tenho a sorte de alguns amigos quererem ir assistir ou ajudar, o que minimiza o esforço que uma fornada acarreta fisicamente. O fotógrafo João Monteiro, disponibilizou-se a fazer o registo desde processo. Deixo-vos aqui este diaporama, fruto desse acompanhamento. Obrigada João!!

https://www.youtube.com/watch?v=fGX_e33-HVc&ab_channel=SofiaBe%C3%A7a

sábado, 7 de julho de 2012

Mais uma nova fornada a lenha

 Enforne das peças

 Tapar todas as pequenas aberturas

 Preparação da lenha

 Alimentação do forno

 Chaminé em brasa

 Recta final da alimentação do forno

Abertura do forno


Equipa divertida esta que arranjei, Artur Ruivo (já repetente por tanto ter gostado á dois anos de participar), Amélia Rombert ( novata na aventura), Lia Ruivo e Rafael Beça.

Mais uma fornada feita a lenha. Ao fim de 9 horas de cozedura, atingi os 1130ºC que o pirómetro indicava, mas na realidade as peças foram a bem mais, já que estiveram bastante tempo a essa temperatura e em alguns sítios as peças em grês negro começaram a fundir e outras de grês com pasta de papel começaram a vitrificar. Pela experiência que tenho este barro negro ( vicente diez rn)começa a fundir a partir dos 1180ºC, portanto é muito provável que tenha atingido essa temperatura. As que se deformaram, perdi-as claro, mas todas as outras ficaram com cores distintas. Resultado mais que satisfatório portanto. Desta vez a fornada não foi solitária, o Artur voltou a ir dar uma mão na lenha e na fornada, a Amélia na fornada e na reportagem fotográfica. Depois foi tempo de uns dias de descanso bem merecido para todos.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Montagem do banco do Parque Urbano em Paços de Ferreira









A Arq. Marisa Graça e a sua equipa  (Apload) são os autores deste parque urbano que inaugura domingo, no centro de Paços de Ferreira.

Em 2009, a Arq. convida-me a fazer uma proposta para o revestimento dos bancos, que inicialmente eram 11. Depois por questões orçamentais, o projecto tem que ser remodelado e passam a ser 9 os bancos a revestir. Infelizmente, também por questões orçamentais, quando estava a terminar de pintar o segundo banco, a obra foi suspenda (a minha parte refira-se).

Para este trabalho estava uma fábrica de azulejos, feitos manualmente, a colaborar comigo, que se revelou um desastre. Técnicamente funciona muito bem, mas incapaz de cumprir com prazos. Má colaboração portanto, o que me obriga a ter que trabalhar com outra empresa se o projecto seguir em frente.

De momento está apenas um banco revestido da minha autoria. Para esta proposta a única imposição feita foi.... cor. Seriam os bancos a dar vida ao parque. Na proposta que apresentei e que foi aprovada, todos os bancos têm um desenho diferente e cor diferente.

Infelizmente nos projectos, os arquitectos costumam perder algumas batalhas, e este não foi excepção. Como exemplo, câmara optou por um equipamento de diversões para crianças, de plástico, que mais parece o arco-íris e portanto o meu banco até passou a ficar muito discreto.
No restante parque, por agora, está tudo muito deserto até cresceram as árvores e a necessitar do revestimento dos bancos para lhe dar vida e cor. Sem duvidas que é urgente retomar a obra.

De agradecer a Vitor Hugo, pela colaboração que teve na pintura dos azulejos (essa sim , uma boa colaboração), a Amelia Rombert pela ajuda na montagem no local e pela reportagem fotográfica que fez e ao Sr. Joaquim pela montagem dos azulejos nos bancos, que me aguentou até ao final sempre com um sorriso nos lábios.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Restauro de Azulejos

Depois de ter aqui publicado algumas fotos do processo de restauro, fica agora aqui o registo em diaporama. A casa não está terminada, mas a minha parte, ou seja, o restauro dos azulejos que faltavam, já está toda colocada na parede.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Comemorações da Escola Artistica Soares dos Reis


Esta semana a Escola Artística Soares dos Reis, no Porto, comemora os seus 127 anos com palestras, exposições e lançamento de um livro.
Se clicar na imagem poderá ver a programação das palestras e seus convidados, embora já tenha havido algumas alterações.
As palestras deveriam abrir comigo e com Heitor Figueiredo, mas por questões de saúde, só estarei presente eu. O objectivo, da minha palestra, é abordar a importância que a escola teve em mim, no que absorvi durante a minha passagem por lá e o que "originou" até agora.

No dia 12, pelas 11.30, será lançado o livro "Impressões", que consiste no relato de vários professores e funcionários marcantes da escola, conjuntamente com uma serigrafia do professor Francesco.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Restauro de Azulejos

 Os azulejos nas gazetes, prontos a serem cozidos no forno a 1000ºC.

 Assim ficou o resultado dos azulejos, misturando as cópias com os antigos, a diferença é pouca.

Este é o modelo das faixas laterais da casa.

Foi assim que ficou o resultado de dois meses de trabalho. 1000 azulejos para pintar. Obviamente que se nota sempre a diferença, por mais aproximado que se consiga, as matérias primas já não são as mesmas, os brilhos também não, o cuidado que tinham na pintura era um desastre. Um desafio neste trabalho era tentar não ser perfeita na pintura nem na limpeza dos azulejos. Isso sim, foi um desafio ao qual não consegui ter muitos resultados.
Fazer restauro de azulejos não é o que mais me agrada fazer (embora tenha formação para isso) , como dá para perceber no meu blog, mas apesar de ser muito trabalhoso, é gratificante poder contribuir de alguma maneira para que os azulejos perdurem nas fachadas portuguesas. E quando se encontra um cliente como o deste caso, melhor ainda. Uma pessoa exemplar, cuidadoso,  curioso em saber como se processa uma recuperação de azulejos. Teve o cuidado de recuperar os azulejos antigos  conforme lhe dei indicações.
Agora é só aguardar que sejam colocados na parede para ver os resultados em definitivo. Quando assim for, colocarei aqui uma foto do edifico antes do restauro e depois de terminado.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Restauro de Azulejos





Depois de encontrados os tons de azul mais aproximados, há que pintar os azulejos com estampilhas e depois fazer os acabamentos com o pincel.  E um trabalho bastante repetitivo que depois até se torna cansativo. Calma e paciência é fundamental aqui, que se consegue com uma boa música como companhia.

Fotos de Federico Mongars

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Restauro de Azulejos


Neste trabalho foi necessário encontrar a cor de fundo, um branco sujo, e quando digo sujo é já do tempo e do pouco cuidado existente na altura quando pintavam, e procurar o azul mais aproximado possível ao pretendido.
Muitas amostras e testes foram feitos, mas no fim, consegui encontrar as cores mais aproximadas possíveis. Esta é sempre a tarefa mais difícil e por vezes irritante, a afinação da cor.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Restauro de Azulejos

Casa ainda em recuperação. A fachada era revestida de azulejos do inicio do sec. XX, que ao longo dos anos se foram perdendo.

Os azulejos a restaurar têm uma medida que não existe no mercado, por isso há que cortar um a um.

Depois do corte feito, há que vidrar os azulejos

E como tudo é feito manualmente, depois de vidrar os azulejos um a um, é também necessário limpar o excesso.

Este é o trabalho que tenho vindo a fazer nestes dois últimos meses. Tenho 1000 cópias de azulejos para pintar, para depois serem colocados com os antigos existentes. Serão colocados numa habitação particular na zona histórica do Porto.

Não posso deixar de agradecer a Federico Mongars, a ajuda que me deu nos cortes e na remoção do vidrado.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Mais uma fornada

Esta foi a equipa deste fim de semana. Todos contribuíram para que o fim de semana e a fornada corressem bem. A Catarina, a Marisa e o Artur gostaram tanto da outra vez, que quiseram repetir. A Joana e os miúdos também já tinham assistido uma vez e quando souberam que seria dia de fornada, foram lá dar uma ajuda. Os meu pais e o meu filhote...bem...esses já estão "carecas" de assistir.

Enfornamento


O sono foi apertando e a equipa foi "desaparecendo", ficamos apenas nós as três até ao final. Desta vez o forno estava mais vazio e bastaram 6 horas para atingir os 1100ºC. Foi a ultima fornada que fiz antes da exposição. Quando inaugurar a exposição apresentarei aqui os resultados destas fornadas.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Fornada de Lenha

Forno aberto no dia seguinte e depois de cozido.


Forno cheio até ao seu limite. Antes de cozer.


Forno devidamente fechado e pronto para ser acendido. Esperar pela noite para começar.


Costuma-se dizer "à volta da fogueira", neste caso era "à volta do forno"



Etapa em que o forno dá "luta", ou seja, que quer ser bem "alimentado.


Abertura do forno.
O pirómetro acusou 1100ºC, mas na realidade as peças foram a uma temperatura superior e com uma boa redução. Não houve acidentes e a fornada demorou 8 horas. Conclusão: melhor teria sido quase que impossível.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Equipa de trabalho

Marisa Graça, Lina Carvalho, Catarina Mendes, Federico Mongars, eu e Artur Ruivo

Esta foi a "equipa" que se disponibilizou para me ajudar em mais uma fornada de lenha. Apenas Federico Mongars está habituado a fornadas, para todos os outros foi uma experiência nova e que os surpreendeu positivamente.
Daqui a quinze dias terei que fazer mais uma fornada, a ultima para os trabalhos ficarem concluídos para a exposição de valladolid, que é já daqui a um mês.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Mural "Borboletário"





"Borboletário"

Um borboletário é um espaço, uma "casa" para borboletas. O mural sugere um movimento da esquerda para a direita em que é representada a vida efémera das borboletas como metáfora da própria vida humana.

Na realidade este trabalho funcionaria muito melhor numa parede com mais espaço para que a ideia de movimento fosse mais evidente, mas a parede que eu tinha elegido era de um particular que não autorizou a colocação.
Optei por esta parede, em que a proprietária muito agradeceu, mas que infelizmente tem uns cabos horrorosos que para além de não me permitirem alargar o trabalho, interferem visualmente. O resultado agrada-me, mas não ficou como eu preferia.
Curiosamente para a montagem do mural, contei com o Sr. Artur, um português que por ali trabalha.