segunda-feira, 19 de setembro de 2016


Dear friends,

Many of you are aware of the accident that occurred with my wood kiln which made me construct a new one. Thanks to so many people from different countries who believed in my work, it was possible to raise funds for the project.  The number of people helping out really exceeded my expectations.

The wood kiln was built um July with friends that helped us with the task.
At the time I created a crowdfunding page
for both phases of the project:
- the rebuilt of the kiln
- the construction of the roof for the wood kiln

The first phase is completed and I now need to move to the second one until the end of September, before rain season starts.
The top of the kiln is done with a wood structure and metallic plates to minimize cost. It adds up to around 1500€.



The name of everybody that contributed in phase one is written in one of the walls as a thank you. There is still room for names who want to join the project.

In the second phase i will execute pieces in the wood kiln to share between those that can help. These pieces are individually signed for contributions over 35€.



pieces for donations over 35€

one piece will be again randomly selected for donations over 100€ 


In phase one, most people preferred to make the donation directly to my account. That is also the way of getting them now.


IBAN: PT 50 00 18 000000 737590021 44

domingo, 18 de setembro de 2016

Caríssimos, 

Muitos de vocês estão a par do acidente ocorrido com o meu forno de lenha, que me obrigou à construção de um novo.
Graças a muitas pessoas que acreditam no meu trabalho, de países diferentes, foi possível angariar fundos para o projeto. Confesso que a adesão superou muito as minhas expectativas iniciais.

O forno foi construído em julho, com a participação de amigos que se disponibilizaram para ajudar nessa tarefa.

Na altura, criei uma página de crowdfunding (https://www.generosity.com/fundraising/wood-kiln-rebuild-projectpara as duas fases do projeto:
- a reconstrução do forno;
- a construção da cobertura do forno.

A primeira fase está executada. Tenho agora de realizar a segunda fase, até ao final do mês de setembro, antes de as chuvas começarem.
A cobertura do forno implica uma estrutura de madeira, com chapas metálicas (para minimizar custos), cujo valor ronda os 1500€.



O nome de todos os que ajudaram na primeira fase está numa das paredes do forno, como agradecimento. Há ainda espaço para mais nomes que se queiram juntar a este projecto.

Nesta segunda fase, irei executar peças com a forma do forno de lenha, para trocar entre todos os que puderem ajudar. Peças essas que serão assinadas e dedicadas individualmente a todos os que contribuírem com um donativo acima de 35€.


Doações acima de 35€ recebem uma destas peças.


Voltarei a realizar um sorteio entre aqueles que doarem acima de 100€:


Peça a ser sorteada.


Na primeira fase, a maioria preferiu fazer o donativo diretamente na minha conta. Será também essa a forma de os receber agora. 

IBAN: PT 50 00 18 000000 737590021 44

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Construção do novo forno de lenha







No passado mês de Julho, o novo forno de lenha foi construído. O antigo tinha "morrido" e havia que construir um novo. A capacidade financeira era remota, mas graças a muitos amigos de vários países, que acreditam no meu trabalho, consegui os fundos necessários para o ver nascer. Também graças ao Juan Ortí, Pedro Aguiar, Manuela Sambade e Pedro Trigo, o forno ficou construído. Sozinha era impensável.
Agora tenho outra fase pela frente, a cobertura do forno, e que tem que ser muito em breve, uma vez que as chuvas se aproximam. Espero que outros amigos se juntem para ser possível terminar este projecto. Serei sempre grata a todos que me apoiaram.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Demolição forno lenha










Este "forninho", como muitos lhe chamavam, teve o seu fim. Foi construído para um dia ser melhorado, mas nunca aconteceu. Foi sempre sendo reparado para durar um pouco mais. Mas como tudo, há um limite. 
Acompanhou-me durante 12 anos, quase sempre me deu alegrias e muita satisfação. 
Chegou ao fim, como tudo na vida!!! Mas chegou ao fim, para finalmente nascer um novo e bom forno. Um forno que me durará para a vida!!!!!!

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Texto de Rute Rosas para a exposição "Regresso às origens"

Regresso às Origens 

De tradição secular e com raiz na cultura Árabe, o Azulejo, implantou-se na Península Ibérica mas desenvolveu-se, particularmente, em Portugal, expandindo-se talvez mais do que em qualquer outro país europeu, ao longo dos inúmeros períodos da História da Arte e da Cultura Ocidental.

Podemos observar inúmeros exemplares desta técnica com expressão artística em pavimentos medievais de Palácios ou Igrejas que remontam aos séculos XIII e XIV, como por exemplo na abadia de Alcobaça ou no claustro da Sé de Lisboa, mas igualmente em painéis murais, revestimentos interiores e exteriores dos mais diversos edifícios disseminados por praticamente todo o território português e que permitem viagens no tempo por mais de quinhentos anos de tradição.

No entanto, será nas soluções geometrizantes da azulejaria enxaquetada que encontramos referentes mais diretos aos trabalhos patentes nesta exposição da Sofia Beça.  

Quem conhece o seu percurso artístico dos últimos vinte anos não se irá surpreender com este Regresso às Origens.

A Sofia continua, sistematicamente, a sua dedicação à Cerâmica como ferramenta tecnológica de expressão artística. A materialização das suas inquietações ou anseios tem-se afirmado pelo apuramento, refinamento e audácia nos procedimentos técnicos com resultados plásticos diversos, seja no que diz respeito à volumetria, às dimensões ou às diferentes modalidades expositivas.

Os trabalhos mais recentes parecem apelar a uma revisitação de passados. Por um lado, a um passado histórico e cultural com tradição na azulejaria e mosaico dos últimos quinhentos anos e, por outro lado, a um passado mais recente e particular decorrente da sua experiencia vivencial.

O alto contraste na cor, tradicionalmente obtido pela utilização de engobes e vidrados, é conseguido, nestes trabalhos, pelo contraste entre pastas de cores e chamotes diferenciados cozidos em forno a lenha e que interferem nas variantes cromáticas ou de tonalidade.

A sugestão de volumetrias, de planos geométricos, de perspetiva – tão característicos da azulejaria com tradição e vocação pictórica – são transpostos para murais que sublinham os planos reais, os volumes e texturas ou para objetos isolados com relevos que acentuam e distinguem massas de dimensão diferenciada.

A racionalidade das estruturas geométricas é caracterizante destas composições de estrutura simples – vejam-se os objetos biselados e as múltiplas variantes volumétricas – e parece contrastar com a organicidade da manufaturação, da origem das matérias ou dos procedimentos utilizados. A Sofia reclama um regresso, uma revalorização do que é primário, primitivo pelo que é essência e essencial.

Decorrente de um exercício constante, diário, e que parece confundir-se com qualquer outra tarefa do quotidiano, entre a racionalidade obsessiva e a subjetividade ritmada dos procedimentos, quase catártica, Sofia Beça, expõe composições abstratas simples e com padrões repetitivos resultantes da ação incansável de um fazer, fazer, fazer… que apela ao retorno… a um passado mais ou menos longínquo mas distante…

… ao princípio.


Rute Rosas 
Maio 2016

Professora Auxiliar Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto – FBAUP
PhD Teacher
Departamento de Artes Plásticas
Artista Plástica
Escultura


www.ruterosas.com

terça-feira, 14 de junho de 2016

Exposição "Regresso às origens"








 Estes são alguns dos trabalhos apresentados na exposição "Regresso às origens", que esteve patente de 30 de Maio a 5 de Junho de 2016 em La Vitória, Córdoba, Espanha. 


segunda-feira, 13 de junho de 2016















No passado dia 30 de Maio, inaugurou a minha ultima exposição individual, intitulada "Regresso às origens", num antigo mosteiro em La Vitoria, Córdoba, Espanha. Esta exposição fez parte integrante do festival de arte contemporânea ARTSUR2016, em La Vitoria, que se realizou dia 3, 4 e 5 de Junho. 
Esta exposição realizou-se graças ao apoio da empresa SIO2, Casa Pompeu, LaserBuild e Artsur2016. A todos eles um muito obrigada por todo o apoio que deram.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Exposição individual no Festival ARTSUR 2016, em La Vitoria, Cordoba


Fui convidada a participar no Festival ARTSUR 2016, com uma exposição individual, em La Vitoria, em Córdoba, Espanha. 
Para essa exposição, que estará patente apenas de 30 de Maio a 5 de Junho, tenho o apoio da empresa SIO2 com pastas refractárias, com a LASERBUIL no transporte e com a Antiga Casa POMPEU no fornecimento de paletes para as cozeduras no forno de lenha. 
A todos eles, obrigada pelo apoio. Assim tudo se torna mais fácil de realizar.

terça-feira, 15 de março de 2016

Pequena entrevista na Revista ATTITUDE

 "Da terra para o céu"
Mural para habitação particular com três pisos. S. Mamede Infesta 2013

 "The eye"
Colecção do ministério da cultura do Egipto 2014

"És a minha flor"

Talents - Sofia Beça, o vício do barro

“Viciada em Barro”, Sofia Beça não é uma ceramista tradicional e tem “alguma aversão” em dizer-se artista, por serem tantos os equívocos no uso da palavra. Com obra pelo mundo, é em casa, no Porto, que trabalha o barro. Embala as peças cruas e faz 250km até à aldeia de Outeiro, Bragança, para as cozer em forno de lenha. Minuciosamente moldadas, as suas criações – esculturas, murais e painéis únicos – pedem espaço, levando alquimia e poesia à arquitectura.

O que há da Sofia em cada peça?
O que me apaixona e magoa, as minhas emoções; a minha ligação à natureza, mas sobretudo os bloqueios e reacções do ser humano – no modo como me afectam.

É uma obra emocional forte. Não é dada à cerâmica de bibelô…
Ui, não! Quero dar ao barro outro mundo, o da arquitectura, por exemplo. Mesmo as esculturas mais pequenas, vejo-as como maquetas de obras maiores. Gosto da grande escala. Trabalho muito a textura, uso grés. São criações com peso, mas que expressam delicadeza, alguma leveza.

O processo de trabalho é sempre artesanal?
Trabalho com as mãos. Em Junho tenho uma exposição em Córdova, “Regresso às Origens”, que vai precisamente às raízes da cerâmica que eu procuro. Faço as cores do barro, trabalho sem moldes, de modo rudimentar. Vou expor peças de parede; é a minha forma de honrar algo português, o azulejo, e expressar o que me incomoda – a perda da nossa identidade, da nossa cultura.

Daí, também, o forno de lenha?
Também. A chama e o fumo mudam tudo, peça a peça. E preciso deste isolamento. Fico horas a olhar para o forno, a ver o pôr-do-sol, ouvir os animais…

Tem obra em muitos países, nos vários continentes. E Portugal?
Sou mais reconhecida além-fronteiras. Tenho um percurso essencialmente internacional. E há um vínculo grande a Espanha: foi onde descobri o meu caminho (com o meu mestre Arcadio Blasco, infelizmente já falecido), é onde tenho bons amigos ceramistas. Mas gostava de sentir algum reconhecimento no meu país. E quero muito fazer um mural no Porto.


Virgínia Capoto
Janeiro de 2016

Revista ATTITUDE ( março/abril 2016)

domingo, 28 de fevereiro de 2016

"És a minha Onda"



És a minha onda"
Grês de diferentes cores, técnica da lastra, cozedura a 1100ºC em forno de lenha. 2010
130 x 200 x 5 cm

Em Novembro passado, a obra "És a minha onda" passou a viver numa nova habitação na cidade do Porto. Recentemente o fotógrafo António Chaves foi comigo tirar estas fotos para em breve serem publicadas num artigo da Revista Attittude.
Esta é uma das obras de referencia para mim.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

"Muro dos Sussurros"




"Muro dos Susurros"
Grês, engobes, técnica da lastra. 200 x 300 x 50 cm
2011
Obra de Sofia Beça, Juan Ortí e Alberto Andrés

Em 2011 desafiei Juan Orti e Alberto Andrés a apresentarmos uma proposta de uma escultura para Muel, Zaragoza. Aceitaram o meu desafio e os três, apesar de termos trabalhos muito diferentes, conseguimos chegar a uma proposta que nos agradou. Em Novembro desse mesmo ano estivemos a executá-la no atelier do Museu de Cerâmica de Muel, durante duas semanas. Em tempo record para uma obra destas. 
Esperamos muito tempo para que o museu se decidisse a cozer a obra, mas finalmente vejo o resultado final. Ainda não lhe toquei nem a vi ao vivo, mas estou curiosa para o fazer. pelas fotos o resultado parece ter funcionado como o desejado.
Há que ir a ver para confirmar !!! 


Fica aqui o link do video da realização da obra
https://www.youtube.com/watch?v=itrjWYGROmU

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Residência Ibérica de Cerâmica em Lisboa


"Regresso às Origens I"
Grês, técnica da lastra, cozedura a 1150ºC. 80 x 80 x 4 cm
2015
"Regresso às Origens II"
Grês, técnica da lastra, cozedura a 1150ºC. 45 x 45 x 4 cm
2015


Durante os dia 21 e 26 de Setembro, realizou-se no Museu Nacional do Azulejo a "Residência Ibérica de Cerâmica, 4 Espanhois, 4 Ceramistas"
Este foi o trabalho que realizei nessa semana e que fez parte da exposição dos trabalhos resultantes dessa residência, patente até ao passado dia 1 de Novembro no Museu Nacional do Azulejo.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Residência Ibérica de Cerâmica no Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa


De 21 a 26 Setembro, realizar-se-à no Museu Nacional do Azulejo uma residência Ibérica de Cerâmica, que tem como objectivo juntar quatro ceramistas Espanhóis :

Miguel Molet
Pilar Soria
Antonio Portela
Mar Garcia Diaz

Quatro ceramistas Portugueses:
Virgínia Fróis
Heitor Figueiredo
Sofia Beça
Fernando Sarmento

Esta residência destina-se à produção de obras cerâmicas, estimulando e promovendo o intercâmbio de culturas, processos e técnicas de trabalho.

Assim, a troca de experiências é um dos principais objectivos desta residência em que cada um dos artistas convidados desenvolve as suas técnicas (estas incluem a decoração com fumos, forno de serradura, impressão fotográfica sobre cerâmica, entre outras).

As obras realizadas serão apresentadas numa exposição no dia 26 de Setembro, às 17.00 horas no Museu Nacional do Azulejo.

Os autores da Residência farão uma apresentação publica, expondo os seus referentes, técnicas e processos de trabalho.

Actividades da Residência:

De 21 a 25 de 2ª a 6ª feira das 10.00 às 18.00h., oficina aberta, para ver e acompanhar o desenvolvimento do trabalho dos autores residentes.

Dia 24 e 25 cozeduras alternativas no espaço exterior do Museu, final da tarde (horário a confirmar).

Dia 25 6ª feira às 15.00h., Ciclo de Apresentações dos autores residentes e convidados sobre o processo e percurso artístico(10 minutos cada um):
Miguel Molet
Pilar Soria
Antonio Portela
Mar Garcia Diaz
Virginia Fróis
Heitor Figueiredo
Sofia Beça
Fernando Sarmento
convidados
João Rolaça
Maria Betânia e Ana Cruz
Sérgio Vicente


Dia 26 (Sábado manhã)
Visita às Oficinas do Convento em Montemor-o-Novo Cerâmica
Inscrição obrigatória até dia 24, para Fernando Sarmento sarmefermento@gmail.com,
tm 967 307 624 Almoço no Convento 5 € pagamento no acto de inscrição.

8.00h. saída do autocarro na Rotunda das Olaias
9:30 h Visita ao Telheiro – Oficina da terra e da Cerâmica
11:30 h Visita a Oficinas - Convento de São Francisco Projecto Cultural
12 h Almoço cantina do manbo
13h Regresso Lisboa

17.00h. Inauguração da Exposição da Residência Ibérica no Museu do Azulejo

Museu Nacional do Azulejo
Rua da Madre de Deus, Nº 4 T: 218 100 340
* p. organização: Fernando Sarmento T.M. 967 307 624
EMAIL: sarmefermento@gmail.com