segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Academia Internacional de Cerâmica

No passado mês de Setembro, realizou-se a reunião do júri para a selecção dos novos membros da Academia Internacional de Cerâmica. Cerca de 40 ceramistas de todo o mundo foram escolhidos.

Aqui fica o link da minha pagina no site da Academia (AIC)

BEÇA, Sofia

Largo Soares dos Reis, nº 8, 1º Frente, 4300-486 Porto, Portugal

Tel. 00351 919122062 / 00351 225379054

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"You are my flower", sandstone, 1200ºC, 70 x 70 x 60 cm, 2013

“It never pleased me the ornamentals nor the conventional things, for that reason I understood that ceramics that can be placed on a table, like a bibelot, did not interest to me, because it is like a decorative object and not like a sculpture”, tells me Sofia Beça. Her works are not made to shine on a table, nor so, at least, to be on a pedestal. As Antonio Vivas said, this artist “represents the force of the new Portuguese ceramics, more uninhibited, freer, even provoking, but always impressive in murals and facilities”. Sofia Beça loves working on real spaces, has done it in Alcora, has done it in Muel, etc, and her works have, in many cases, an open character , that requests the collaboration of other artists, other means, or the spectator, and even of the elements (the fire, the air…), and usually they incorporate an action. Her works are not fully realized by simply being looked at. Even when they are not destined to a public space, her way to use the exhibition hall is heterodox, because often they go straight to the floor, and it does not seem they are exhibited there, but rather occupy and extend the ground, or the wall. It is a setting up a scene; nothing rhetorical, by the way, but put in a scene. The field work, or specific integration in an architecture is her ideal.

From the arts point of view, does not handle other colors other than the ones that derive from the material base, to which only the action of the furnace is added. An immediate chromatic language, therefore, of direct communication between material and addressee, with the ceramist as a mediator. In this mediation, almost magic, takes part, as a key element, the making and the care of all and each one of the elements of the scene, each ceramic stump, in this example, pieces that usually are interchangeable from a grammar point of view, replaceable elements, something arbitrary in number, but which are one by one elaborated with extreme care, as if they were unique.

Sofia Beça justifies herself: “I could make the same work with molds, but for me, it wouldn’t have any enchantment. Each piece, although it seems just as the others, I must do it myself, if not, I have the feeling that it is not mine. And also for that reason I love to use the firewood furnace, because two twin pieces end up distinguishing themselves by the color”.

As Joaquin Vidal worte, the elements are “clay letters that work delicately, with patience and love, until they acquire the appearance and the meaning of the old codices’ letters”. And he adds “nothing lacks meaning or has a random site. The small pieces arrange themselves on their supports based on a lived place and time, grouping themselves, embracing themselves and separating with color or hope.” Sofia Beça manufacturer and craftswoman, friend of the ephemeral thing, but also constructor. Because it’s left that essential sense that gives us, like staging, the set of the pieces of which we spoke, the text written with those letters, the music written with those notes.

I will conclude with one of her sentences: “it does not worry me that the ceramics loses protagonism -she says, because what interests me it is the message that I try to transmit”. It is a ceramics understood as useful of writing, not like an aim in itself. But the text that is written, like all poetic text, is one with the matter with which it is written, with the music of its words, with the ceramics own essence, that is what speaks to us.
Alejandro Ratia

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Keramik Symposium - Gmunden, Áustria

Grês, técnica da lastra, cozido a 1200ºC, 70 x 70 x 25 cm. 2013


 "És a minha flor"
Grês, técnica da lastra, cozedura a 1180ºC, 70 x 70 x 60 cm. 2013

"O que me rodeia"
Grês, técnica do bloco, cozedura a gás a 1250ºC e cozedura a lenha com soda a 1250ºC. 2013

 Publico a intervir no meu trabalho

Resultado final depois da inauguração

Estes foram três trabalhos que fiz durante o simpósio ( fiz um outro que irá para as restantes exposições) e que um deles teria como objectivo a intervenção do publico de Gmunden - "O que me rodeia", que tinha este pequeno texto a acompanhar:

"Surrounded by the Gmunden Mountains, I began to think about how historical geographical, cultural, economical and political borders changed within our contemporary context of communication. Although still ruled by economical factors, a subliminal line of thought - though artistc creation - can act as symbolic link between humans and their different cultures. Following these reflexions, i propose in this work a trade of goods. A trade of goods filled with memories and personal experiences that makes us think about the conditions of the human beings."

O publico gostou muito da ideia e interviu quase na totalidade só no primeiro dia. No final os objectos e as mensagens tinham substituídos a cerâmica. Objectivo atingido, portanto!

Como referi anteriormente, a exposição está patente em Gmunden até ao final do mês e depois segue pela europa fora durante dois anos. 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Keramik Symposium - Gmunden, Áustria

 A equipa completa:
Daniel Wetzelberger, Weronika Lucinska, Valentin Manz, Ana Cecilia Hillar, Karin Karinson Nilsson, Vivien Schneider Siemssen, Sara Moller, Crsitina D´Alberto, Susanne Altzweig, Yperman Stijn, Hans Fischer (o técnico de apoio à equipa) , Sofia Beça e Mateusz Grobelny

 Todos os meus trabalhos realizados durante o simpósio

 Inauguração da exposição

 Stijn e Valentin a ouvirem com muita atenção o concerto :-)

 Concerto de musica usando a cerâmica como instrumento

 Assim ficou a sala da exposição

Esta é a primeira exposição, que ficará em Gmunden até ao final de Novembro, depois percorrerá durante dois anos vários museus da Europa. Polónia, Alemanha, Itália, Espanha, são já garantido. Seria muito bom conseguir trazer a exposição até Portugal.....

terça-feira, 22 de outubro de 2013

keramik Symposium - Gmunden, Áustria

 No dia seguinte começar a abrir o forno. Começa-se por tirar a chaminé

 Segunda fase, retirar a porta do forno

 Depois da primeira espreitadela ao forno, a equipa posa para a foto

Pouco a pouco foi-se esvaziando o forno e ver os resultados calmamente

Foi uma experiência formidável, esta de trabalhar com um forno de alta temperatura que se move para onde o dono quer. Os resultados foram muito bons e o Mateusz acabou por dizer que foi a melhor fornada naquele forno. Ficamos todos felizes :-) 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

domingo, 20 de outubro de 2013

Keramik Symposium - Gmunden, Áustria

 Forno móvel de Mateusz Grobelny

 Montagem da chaminé

 Começar a enfornar

 Mateusz a começar a fechar o forno para depois colocar a porta

 Levantar a chaminé

Inicio da manhã com o mercado local como pano de fundo

Neste simpósio participava Mateusz Grobelny, da Polónia. Um aficionado pelo fogo e fornos para cozer cerâmica a alta temperatura. Aliás o seu percurso profissional tem sido na pesquisa e desenvolvimento de fornos cerâmicos.
Assim, levou o seu forno "ás costas", ou seja, o forno que tem construído num atrelado ( uma vez que vinha de um festival na Bélgica). Ofereceu-se para fazer uma demonstração do seu forno em Gmunden.
Na ultima semana programou-se tudo de forma a podermos por o forno a trabalhar. Cortar lenha, montar o forno, transportar as peças da fabrica onde trabalhávamos para o centro de Gmunden, organizar turnos para o aquecimento do forno e fornada, propriamente dita.
Fizemos a montagem do forno e durante toda a noite fizemos o pré-aquecimento das peças. Durante a madrugada fomos vendo também os feirantes a chegar á praça para um dia de mercado. Um dia diferente para toda a gente de Gmunden. 

sábado, 19 de outubro de 2013

Keramik Symposium - Gmunden, Áustria

 Mateusz Grobelny a ver os resultados do forno

 Ana Hillar

 Sara Moller

 Daniel Wetzelberger

Weronika Lucinska

 Ajuda preciosa para o enforne da minha peça

Fazer trabalhos grandes, pesados e delicados dá nisto.... depender de ajuda. Felizmente estes colegas sempre estiveram disponíveis para ajudar. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013