quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Obras disponíveis

Agora já é possível verem Online, os catálogos das minhas obras disponíveis para venda.
Felizmente, irá ficar desactualizado ao longo do tempo, uma vez que mais obras irei fazendo e outras irão encontrando novos espaços para "habitar". Espero que vos agrade.

Aqui ficam os links:

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Novo dono

"Cúmplices"
Grês, técnica da lastra, cozedura a 1200ºC. 35 x 12 x 12 cm
2010

Este trabalho também encontrou um novo dono.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Azulejos para recuperar fachadas





Infelizmente há pessoas que não dão valor ao que têm e desfazem-se das coisas sem qualquer cuidado.
Encontrei uma serie de azulejos no meio de entulho, para irem para o lixo. Com a autorização do dono, consegui recuperar esta quantidade, uma vez que uma outra parte já estava toda danificada. Apesar de tudo, consegui recuperar uma boa quantidade.
Agora vou recuperá-los um a um e ver se consigo encontrar interessados em preencher algumas fachadas  que tenham entretanto perdido alguns destes exemplares. Ou então, uma casa na zona histórica que esteja em recuperação e precise de azulejos.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Abertas inscrições para Curso de "Escultura de Murais Cerâmicos Cozidos em Fornos de Papel"

 
Calendário: 11, 14, 18, 21, 25, 26 de Setembro de 2012

Período de inscrições: até 30 de agosto de 2012 na Faculdade de Belas Artes do Porto

Formadora: Sofia Beça

Objetivos: Elaboração de uma proposta para um mural cerâmico com maqueta em suporte cerâmico

Programa:
Aprendizagem e elaboração de um projecto para um mural cerâmico de grande formato com respectiva maqueta à escala, executada em cerâmica e na aprendizagem da construção de fornos de papel para cozer as maquetas realizadas.

Informações:

Inscrição: 30,00 Euros
Propina:
Estudantes, Docentes e Funcionários da FBAUP/ UP – 95,00 Euros;
Público em Geral – 105,00 Euros;
Seguro escolar – 1,80 Euros

Horário: 18 horas | 11, 14, 18, 21, 25, 26 de Setembro de 2012

Créditos: 2 Créditos ECTS
Destinatários: Estudantes em Artes Plásticas, professores de Artes Visuais e público em geral.
Certificação:
Estudantes com frequência do ensino superior ou com formação graduada será emitido:

- Um certificado de frequência quando não avaliados, embora a atribuição deste certificado dependa da frequência de pelo menos 75% do curso ou da unidade de formação;

- Um certificado de formação contínua a quem frequentou com avaliação e aprovação um curso de actualização de conhecimentos;

Ao público sem frequência universitária ou sem formação graduada é entregue um certificado de frequência como curso livre.

sábado, 7 de julho de 2012

Mais uma nova fornada a lenha

 Enforne das peças

 Tapar todas as pequenas aberturas

 Preparação da lenha

 Alimentação do forno

 Chaminé em brasa

 Recta final da alimentação do forno

Abertura do forno


Equipa divertida esta que arranjei, Artur Ruivo (já repetente por tanto ter gostado á dois anos de participar), Amélia Rombert ( novata na aventura), Lia Ruivo e Rafael Beça.

Mais uma fornada feita a lenha. Ao fim de 9 horas de cozedura, atingi os 1130ºC que o pirómetro indicava, mas na realidade as peças foram a bem mais, já que estiveram bastante tempo a essa temperatura e em alguns sítios as peças em grês negro começaram a fundir e outras de grês com pasta de papel começaram a vitrificar. Pela experiência que tenho este barro negro ( vicente diez rn)começa a fundir a partir dos 1180ºC, portanto é muito provável que tenha atingido essa temperatura. As que se deformaram, perdi-as claro, mas todas as outras ficaram com cores distintas. Resultado mais que satisfatório portanto. Desta vez a fornada não foi solitária, o Artur voltou a ir dar uma mão na lenha e na fornada, a Amélia na fornada e na reportagem fotográfica. Depois foi tempo de uns dias de descanso bem merecido para todos.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Workshop de Cerâmica

Estão abertas as inscrições até dia 30 de Junho para o Workshop de Cerâmica para crianças dos 7 aos 14 anos, no "Duas de Letra".
Clicar na imagem para mais informações.

domingo, 3 de junho de 2012

Curso obra Mural - Sofia Beça



Estão abertas as inscrições para o  CURSO OBRA MURAL, orientado por mim, de 27 de Agosto a 1 de Setembro, a realizar no atelier de Joaquin Vidal, em Muel, Zaragoza, Espanha.

O objectivo do curso é a construção de um mural cerâmico colectivo, para um local ainda a definir.

Para mais informações, contactar o promotor do curso, Joaquin Vidal, ou através do meu mail, sofiabeca@gmail.com 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Montagem do banco do Parque Urbano em Paços de Ferreira









A Arq. Marisa Graça e a sua equipa  (Apload) são os autores deste parque urbano que inaugura domingo, no centro de Paços de Ferreira.

Em 2009, a Arq. convida-me a fazer uma proposta para o revestimento dos bancos, que inicialmente eram 11. Depois por questões orçamentais, o projecto tem que ser remodelado e passam a ser 9 os bancos a revestir. Infelizmente, também por questões orçamentais, quando estava a terminar de pintar o segundo banco, a obra foi suspenda (a minha parte refira-se).

Para este trabalho estava uma fábrica de azulejos, feitos manualmente, a colaborar comigo, que se revelou um desastre. Técnicamente funciona muito bem, mas incapaz de cumprir com prazos. Má colaboração portanto, o que me obriga a ter que trabalhar com outra empresa se o projecto seguir em frente.

De momento está apenas um banco revestido da minha autoria. Para esta proposta a única imposição feita foi.... cor. Seriam os bancos a dar vida ao parque. Na proposta que apresentei e que foi aprovada, todos os bancos têm um desenho diferente e cor diferente.

Infelizmente nos projectos, os arquitectos costumam perder algumas batalhas, e este não foi excepção. Como exemplo, câmara optou por um equipamento de diversões para crianças, de plástico, que mais parece o arco-íris e portanto o meu banco até passou a ficar muito discreto.
No restante parque, por agora, está tudo muito deserto até cresceram as árvores e a necessitar do revestimento dos bancos para lhe dar vida e cor. Sem duvidas que é urgente retomar a obra.

De agradecer a Vitor Hugo, pela colaboração que teve na pintura dos azulejos (essa sim , uma boa colaboração), a Amelia Rombert pela ajuda na montagem no local e pela reportagem fotográfica que fez e ao Sr. Joaquim pela montagem dos azulejos nos bancos, que me aguentou até ao final sempre com um sorriso nos lábios.

domingo, 20 de maio de 2012

Inauguração da exposição do II International Ceramic Triennial UNICUM 2012

Palacio do sec. XVII onde está patente a exposição do II International Ceramic Triennial UNICUM 2012








Inaugurou no passado dia 15 de Maio, a exposição dos seleccionados do concurso "II International Ceramic Triennial UNICUM 2012", em Maribor, Eslovénia.
Foi uma excelente oportunidade para conhecer novos autores e alguns deles pessoalmente, como por exemplo Khaled Sirag (Egipto), Even-Chen Simcha (Israel), Gerstel Wilfried (Austria), Miletic Jenela ( Servia).
A minha presença no dia da inauguração só foi possível graças ao intercâmbio entre as duas capitais europeias da cultura deste ano, Maribor e Guimarães.
Um agradecimento grande para a Capital Europeia da Cultura de Guimarães.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Passeio por Maribor - Eslovénia

 Casa dos vinhos

 Esposição de Joze Subic- capital europeia da cultura

 Esposição de fotografia - capital europeia da cultura





Miletic Jelena, da Sérvia, que também participou no concurso da II International ceramic UNICUM 2012. Um dia bem passado em Maribor, capital da cultura este ano, com Miletic e com Khaled Sirag do Egipto, que também foi um dos participantes.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Passeio por Ljubljana - Eslovenia

 Uma de tantas pontes. Esta cheia de juras de amor.

 Esculturas que estao nesta ponte que tambem foram usadas como juras de amor.





Um pequeno passeio por Ljubljana. Uma capital que mais parece uma pequena cidade, uma vez que não se sente nenhum stress, muito calma, sem transito, sem barulho, com os habitantes suficientes.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

2 International Ceramic Triennal UNICUM 2012

Inaugura no próximo dia 15 de Maio, a exposição do concurso "2 International Ceramic Triennal UNICUM 2012", no European Cultural and Techological Centre Maribor, na Eslovénia.

Neste concurso participaram 294 autores, tendo ficado seleccionados 62. Felizmente eu faço parte dos seleccionados e estarei presente com o trabalho "Procurando o impossível".

Esta exposição poderá ser visitada até dia 30 de Setembro.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sofia Beça- "Cerámica y sentido" por Alejandro J. Ratia

A exposição "Arcadio Blasco - maestros de la cerámica y sus escuelas", continua patente no Museu de Cerâmica de Muel, Zaragoza, até dia 2 de Maio. Como também já aqui referi, nesta exposição estão obras de Arcádio Blasco e dos seus "discípulos", Alfonso D´Ors, Jesus Castañon, Madola, Sofia Beça, Teresa Gironés e Toni Soriano.

Para esta exposição foi editado um bom catálogo das obras expostas, de obras públicas dos autores e vários textos.
Fica aqui um dos textos, da autoria do crítico de arte Alejandro J. Ratia, sobre o meu trabalho.
Espero que desfrutem da leitura. Eu desfrutei das conversas que tive com Alejandro para dar neste texto.

CERÁMICA Y SENTIDO
“No me complacieron nunca las cosas ornamentales ni las convencionales, por eso entendí que la cerámica que puede colocarse sobre una mesa, y funcionar como un bibelot, no me interesaba, porque acaba por ser vista como un objeto decorativo y no como una escultura”, me cuenta Sofia Beça. Sus obras no están hechas para lucir sobre una mesa, ni tan siquiera para mostrarse sobre un pedestal. Como dijo Antonio Vivas, esta artista “representa la fuerza de la nueva cerámica portuguesa, más desinhibida, más libre, inclusive provocadora, pero siempre impactante en murales e instalaciones”. Sofia Beça ama trabajar sobre espacios concretos, lo ha hecho en Alcora, lo ha hecho en Muel, etcétera, y sus trabajos tienen, en muchos casos, un carácter abierto, que pide la colaboración de otros artistas, de otros medios, o del espectador, e incluso de los elementos (el fuego, el aire…), y suelen incorporar una acción. Sus obras no se quedan satisfechas con la simple mirada. Incluso cuando no se destinan a un espacio público, su modo de utilizar la sala de exposición será heterodoxa, porque muchas veces van directamente al suelo, y no parece que se exhiban allí, sino que ocupen, que se extiendan por el suelo, o por la pared. Es una puesta en escena; nada retórica, por cierto, pero puesta en escena. El trabajo en el campo, o la integración específica en una arquitectura son sus ideales. Como entre los clásicos del Land Art, la exhibición en una galería o centro de arte tiene un punto de exilio. Es el viejo problema de site / non‑site de Smithson llevado al mundo cerámico.
Entre las influencias, entre los maestros de Sofia Beça, están algunos de los grandes de la cerámica contemporánea, y uno muy especial, Arcadio Blasco, con quien mantiene una estrecha relación desde 1998 –cuando se conocieron en Portugal, donde el ceramista daba un curso–, una relación que ha llegado a ser paterno filial. Pero como creadora inquieta, sus influencias también llegan de otros ámbitos, del ámbito general del arte, del que (como sucede con Arcadio Blasco) ella no acepta desligarse. Un artista como el británico Andy Goldsworthy, con sus intervenciones poéticas en la naturaleza, con elementos naturales, tomados en bruto como piedras, o bolas de nieve, o un escultor como su compatriota Alberto Carneiro forman parte de sus referentes.
El mundo de los árboles, que es también el mundo de Carneiro, aparece de un modo a un tiempo explícito y elíptico en su instalación Floresta Portuguesa, un bosque que es un no‑bosque, un bosque del que sólo quedan los vestigios o tocones. Con él, Sofia Beça alude al problema de la deforestación de su país. Las piezas con que recrea este bosque esquilmado las hay de dos colores, castañas y negras, árboles talados y árboles quemados. Esta obra nos sirve de ejemplo para señalar las peculiaridades del trabajo de la ceramista. La primera peculiaridad es su interés por el mensaje, la cualidad del barro como instrumento. “No tengo ninguna duda –asegura– de que, cuando meto las manos en el barro estoy transformando la materia en algo que me interesa transformar, que quiero transmitir un mensaje. Aunque sólo tenga significado para mí.” En el caso de Floresta Portuguesa este mensaje llega a ser explícito, conteniendo una denuncia social o ecológica, pero, ante todo, es un mensaje poético. Ese bosque devastado es un daño colectivo y particular, a un tiempo.

Desde el punto de vista plástico, la obra que he citado, como todas las suyas (o al menos las más recientes), no maneja otros colores que los que derivan del propio material base, al que sólo se suma la acción del horno. Un lenguaje cromático inmediato, por lo tanto, de comunicación directa entre material y destinatario, con la ceramista como mediadora. En esta mediación, casi mágica, interviene, como elemento clave, la confección artesanal y cuidada de todos y cada uno de los elementos de esas puestas en escena, cada tocón cerámico, en este ejemplo, piezas que suelen ser intercambiables desde un punto de vista gramatical, elementos reemplazables, algo arbitrarios en número, pero que son elaborados uno a uno y con sumo cuidado, como si fueran únicos, cosa que son. En Floresta no son muchas las piezas, pero en obras como És a minha onda, se multiplican. Son ahora espirales de barro, en un proliferación digna de pólipos.
Sofia Beça se justifica: “podría hacer el mismo trabajo con moldes, pero para mí, dejaría de tener cualquier encanto. Cada pieza, aunque parezca igual que las otras, debo hacerla yo, si no, tengo la sensación de que no es mía. Y por eso me encanta, también, usar el horno de leña, porque dos piezas gemelas terminan distinguiéndose por el color”. A ese horno de leña de nuestra ceramista, Karin Somers le atribuye un “comportamiento temperamental”, que enriquece a sus “despojadas piezas con manchas de humo y tonos de reducción”.

Se da en esta artista la doble condición de constructora y fabricante. Constructora de relieves e instalaciones significantes. Fabricante de las piezas con las cuales las construye. Los niveles de lectura de sus obras, por ello mismo, se duplican. Las piezas, que como letras, o como notas, las integran, aportan un significado propio. En És a minha onda, son ondas que hablan de una existencia inconsistente, en la que damos vueltas sin cesar. Y de algo parecido hablan las mariposas de Borboletear. Ella misma se refiere al arte en esos términos de incertidumbre y fragilidad: “Y también (pienso) que el arte –me explica– es como las mariposas y las personas, en realidad todo es efímero. Pensamos que andaremos por esta vida mucho tiempo, pero sólo estamos de paso. Y el arte termina siendo lo mismo, un momento efímero”. Efímero pero significativo.

Tal como escribió Joaquín Vidal, los elementos que fabrica son “letras de barro que trabaja delicadamente, con paciencia y mimo, hasta que adquieren la apariencia y el significado de las letras de los códices antiguos”. Y añade este autor que “nada carece de significado o tiene un sitio aleatorio. Las pequeñas piezas se disponen sobre sus soportes en función de un lugar y un tiempo vividos, agrupándose, abrazándose y separándose con color o esperanza.” Sofia Beça fabricante y artesana, amiga de lo efímero, pero también constructora. Porque queda ese sentido esencial que aporta, como escenificación, el conjunto de las piezas de las que hablábamos, el texto escrito con esas letras, la música escrita con esas notas. 

Concluiré con una frase suya: “no me preocupa que la cerámica pierda protagonismo –dice–, porque lo que me interesa es el mensaje que intento transmitir”. Se trata de una cerámica entendida como útil de escritura, no como un fin en sí misma. Pero el texto que se escribe, como todo texto poético, es uno con la materia con la que está escrito, con la música de sus palabras, con la esencia de la propia cerámica, que es la que nos habla.

Alejandro J. Ratia
Critico de Arte
Dezembro de 2011

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Novo dono


"Expandindo"
Grês, técnica da lastra, cozedura em forno de lenha a 1150ºC, 2012. 97 x 130 x 4 cm

Este trabalho foi mais um que encontrou um novo dono. Foi viver para Munique.

sábado, 31 de março de 2012

II International Ceramic Triennial UNICUM 2012 - Slovenia


"Procurando o Impossível"
Grês, técnica da lastra, cozedura a 1100ºC em forno de lenha. 300 x 100 x 5 cm. 2011

Este será o trabalho que estará na exposição do "II International Ceramic Triennial UNICUM 2012 - Slovenia" de 15 de Maio a 30 de Setembro, na  European Cultural and Technological Centre Maribor, Streliška cesta 150, 2000 Maribor, Slovenia


Este ano Guimarães e Maribor são ambas Capital Europeia da Cultura e  uma vez que fui a única portuguesa seleccionada para o concurso, tive o privilégio de conseguir o apoio da Capital Europeia da Cultura de Guimarães  para o transporte da obra e a minha presença na abertura da exposição.