quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Residência Artística em Kecskemét


Daqui por poucos dias e durante 6 semanas estarei a participar em mais uma residência artística, desta vez no Kecskemét Contemporay  Art Studios, International Ceramics Studio, em Kecskemét, Hungria.

Será a minha estreia na Hungria e a primeira viagem fora do país, depois que a pandemia se instalou nas nossas vidas. 
Uma sensação estranha, de receio, parece tudo novo, mas que a necessidade criativa está a pedir, conhecimento de novas pessoas e culturas, de sair do porto seguro para o incerto, que só assim nos faz crescer e desenvolver como pessoa e profissional. 

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Réplicas de azulejos na Rua do Almada - Porto

 






Em Fevereiro de 2020, eu e o Pedro Santos, terminamos de reproduzir, o mais fiel possível, 1000 azulejos pintados de forma tradicional e manual, para serem colocados numa fachada da Rua do Almada. Agora, sem tapumes, já são visíveis. Obrigada Pedro Santos por aceitares estes meus desafios. Ao dono da obra...uma vez mais obrigada pela confiança e dedicação. 

Venham mais !!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Vendo no Atelier de 8 a 12 Dezembro

Durante 5 dias, Pedro Santos recebe Sofia Beça no atelier. Será uma oportunidade para verem ao vivo os trabalhos de cada autor.

Faça a lista de presentes e inclua uma peça da nossa autoria...ou ignore a lista e compre um presente para si 😊.

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Habitáculos para suculentas





Cada vez mais me dá prazer fazer estas esculturas para suculentas. Nos últimos tempos, para cada fornada que preparo das minhas obras, produzo no final, alguns destes habitáculos. 

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Novas obras

 


"Desvanecer dos caminhos dourados I" - 2021
Grês sobre madeira, técnica da lastra, cozedura a 1270º C em forno de lenha. 30 x 30 x 4 cm

"Desvanecer dos caminhos dourados II" - 2021
Grês sobre madeira, técnica da lastra, cozedura a 1270º C em forno de lenha. 30 x 30 x 4 cm


"Desvanecer dos caminhos dourados" - 2021
Grês sobre madeira, técnica da lastra, cozedura a 1270º C em forno de lenha. 27 x 27 x 5 cm


"Desilusão dos caminhos dourados I" - 2021
Grês sobre madeira, técnica da lastra, cozedura a 1270º C em forno de lenha. 30 x 30 x 4 cm


"Desilusão dos caminhos dourados II" - 2021
Grês sobre madeira, técnica da lastra, cozedura a 1270º C em forno de lenha. 30 x 30 x 4 cm

"Desilusão dos caminhos dourados" - 2021
Grês sobre madeira, técnica da lastra, cozedura a 1270º C em forno de lenha. 27 x 27 x 5 cm

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Obra no seu habitat




Recentemente reencontrei esta obra de 2004. Já não me lembrava dela nem de quem a tinha adquirido. Foi bom ver o que fazia há 17 anos e o que faço agora. 

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Obra no seu habitat



"Made in China - Habitáculos de felicidade" - 2017
Porcelana, técnica da lastra e molde, cozedura a 1300ºC em forno de gás. 122 x 45 x 5 cm

 Detalhe da obra

"Colinas" - 2021
Grês, técnica da lastra, cozedura a 1250ºC forno de lenha. 33 x 17 x 17 cm

Quando estive em Dehua, China, em 2017, realizei este mural na residência artística "Blanc du China", que posteriormente foi apresentado na exposição "Deambulações", que realizei nesse mesmo ano, no Museu Arte Nova de Aveiro. Foi adquirido na altura por um cliente, cliente esse que voltou a adquirir uma nova escultura que esteve na minha última exposição "Consequências na matéria", em Mértola. Também ele me fez chegar às mãos, as fotos de como estão na sua habitação. 

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Obra no seu habitat




"Deambulando" - 2017

Grês, técnica da lastra, cozedura a 1200ºC em forno de lenha. 100 x 200 x 5 cm


Fiz esta obra em 2017, para a exposição que tinha nessa ano, em Aveiro. Em 2018, um cliente encantou-se com ela e adquiriu-a. Esta semana tive o prazer de a rever, no espaço onde habita e muito bem cuidada. Em breve, em frente a ela, terá uma nova obra minha. 


segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Placa toponímica

Foto de 2006



Fotos de 2021

Em 2006, quando se realizou o II Encontro de Ceramistas em Boassas, Cinfães, pediram a cada um dos participantes para realizarem uma placa toponímica para a aldeia, como já tinha acontecido no I Encontro, em 2004. Eu escolhi este caminho ( pena não ter fotos ) por ser o meu preferido da aldeia. 
Ao fim de 15 anos fizeram-me chegar estas imagens, de como está a peça agora. Inicialmente pareceu-me estar na mesma, mas ao ver com mais detalhe, vi que o musgo e mais alguns líquenes se estão a apoderar dela. Achei maravilhoso!!

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Vasos para suculentas






Há poucos anos fui desafiada por uma cliente para lhe fazer uns vasos para as suculentas. Na altura o desafio pareceu-me estranho, uma vez que era fazer "objetos com utilização prática". Aceitei e acabei por lhe ir tomando o gosto. Vejo-os como pequenas esculturas a serem habitadas pela natureza. Agora, quase sempre faço uns poucos para cada fornada que tenho pela frente e digo a mim mesma que ficarão para as minhas suculentas..... raramente ficam. Eu ainda só tenho dois!! 

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Réplicas azulejos

 





Nos passados meses de Abril e Maio, eu e o Pedro Santos fizemos mais 1250 réplicas de azulejos. 
Estes azulejos foram para uma habitação particular, na Rua de Antero de Quental,  que infelizmente, como já é habito, tem a obra atrasada. 
Havia a obrigatoriedade de manter o suporte igual, ou seja, azulejos retangulares com medidas e um biselado especifico, mas a cor não tinha que ser o azul original. Mandamos fazer os azulejos numa oficina em Pombal e depois seguiram-se os testes de cores para o cliente aprovar. Aqui não houve dificuldade na afinação de cor com o original, por não ser o pedido pelo cliente, a dificuldade (chamar-lhe-ia antes paciência)  foi repetir 1250 vezes exatamente o mesmo processo (vidrar, raspar e lavar o excesso, enforna e desenforna diversas vezes...). Do início ao fim, de forma artesanal.  Tudo que não são trabalhos da minha autoria, tenho convidado o Pedro a trabalhar comigo e até à data, a funcionarmos em equipa, em pleno. Venham mais encomendas!!

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Fornada de lenha


Depois de produzir os meus trabalhos no Porto, tenho que os transportar ainda em cru para serem cozidos no meu forno de lenha, na aldeia de Outeiro, Bragança. Há muitos anos que todo o meu trabalho é cozido desta forma, a maior parte das vezes, feito em registo solitário. Às vezes, tenho a sorte de alguns amigos quererem ir assistir ou ajudar, o que minimiza o esforço que uma fornada acarreta fisicamente. O fotógrafo João Monteiro, disponibilizou-se a fazer o registo desde processo. Deixo-vos aqui este diaporama, fruto desse acompanhamento. Obrigada João!!

https://www.youtube.com/watch?v=fGX_e33-HVc&ab_channel=SofiaBe%C3%A7a

quinta-feira, 8 de julho de 2021

3º Bienal de Cerâmica da Letónia "Martins Awards 2021"

 

"Montanhas"
Grês, porcelana, técnica da lastra, cozedura a 1200ºC em forno de lenha. 2018.  240 x 80 x 4 cm.


Inaugurou no passado dia 15 de Junho a exposição da 3ª Bienal de Cerâmica da Letónia,  "Martins Awards2021", no Daugavplis Mark Rothko Art Center, em Daugaviplis, na Letónia. 

De cerca de 500 candidaturas, foram selecionadas 120 de 38 países de todo o mundo. A minha obra, "Montanhas" foi uma das escolhida.

A exposição pode ser visitada até dia 17 de outubro.  

https://www.rothkocenter.com/en/ekspozicija/martinsons-award-2021


segunda-feira, 5 de julho de 2021

Consequências na matéria

"Os Solitários"                      

Grês, técnica da lastra, cozedura a 1270ºC em forno de lenha. 2021. 37 × 77 × 7 cm


Pequeno texto da folha de sala da exposição:

"Meu querido,

Enviei-te fotos de alguns dos trabalhos que fui fazendo desde que nos conhecemos. Lentamente foste servindo de mote ao meu percurso. Depois, com o confinamento e a nossa reaproximação, foste assumidamente o meu "muso" (as mulheres não gostam de reconhecer, mas eles existem, felizmente).

 Quem conhece a minha obra e já leu sobre ela, sabe que as minhas influências são a natureza e as relações humanas.

 Com o confinamento perdi a possibilidade de me basear em ambas, restaram-me as memórias das minhas caminhadas pelo monte e as pedaladas na bicicleta. Mas faltava-me a relação humana. O contacto físico e as conversas com a família, com os amigos, amantes, desapareceu.

As nossas conversas deram bons frutos na minha criação (modéstia à parte). Construí histórias imaginárias, umas bonitas, outras nem por isso, mas sempre imaginárias. Toda a nossa troca de conversas foi virtual.  Fui-te estudando e usando aquele teu lado mais interessante, que aos poucos ias revelando.

 Sem que me perguntasses o porquê, fui partilhando o meu trabalho, e foste-me ajudando a decidir o caminho. Foi bom nunca teres perguntado nem percebido a razão.

 Na realidade usei-te (descaradamente) para conseguir produzir esta obra. De outra forma ficaria uma exposição narcisista e sem "corpo".

 Cada peça tem um significado, o título pode orientar, mas também pode seguramente induzir em erro. Deixo essa dúvida, esse esclarecimento, para um dia quem sabe o discutirmos, quando não tiveres medo da minha presença física.

 Durante o confinamento fizemos companhia um ao outro. Recuso-me a acreditar que trocássemos mensagens diárias se não fossem interessantes para ti também. Tu reclamas, irritas-te comigo, mas gostas dos meus disparates (vá, admite).

 A exposição é dedicada a ti, mas não o tornarei público. Preservo a privacidade de ambos.

Não tenho habilidade nenhuma com as palavras, mas sem me alongar, creio que te escrevi o essencial.

 Fecha-se um ciclo, mas desejo que esta amizade que fomos construindo ao longe, se aproxime e perdure. Tu irritas-me com "pontos e as vírgulas", mas quando te deixas de detalhes mínimos, és um prazer.

 Uma coisa que acho que nunca percebeste, o meu sentido de humor e o ser sarcástica (e de tonta não ter nada). Características que dificultam muitas vezes a comunicação quando a sintonia não é plena.

 Um beijo bom para ti e obrigada

Sofia"

domingo, 4 de julho de 2021

Performance "Terra Abandonada" - Mértola

 








"Terra Abandonada é um conjunto de esculturas cerâmicas que são deixadas ao abandono em locais públicos estratégicos e onde é definida uma orientação inicial pela artista da forma e movimento de cada peça, sendo depois continuada pelas intervenções dos elementos naturais aos quais as obras ficam expostas. Neste processo, as formas e matérias iniciais vão-se degradando com o tempo, deixando lugar a novas formas controladas e dirigidas pela natureza. 

Sofia Beça escolheu Mértola para deixar uma das suas peças de "Terra Abandonada"

A Perfomance foi na Horta da Malhadinha / Centro de Agroecologia de Mértola, e foi seguida de um Encontro- Partilha sobre paisagens passadas e futuras, com Sofia BeçaSusana Goméz, arqueóloga do Campo Arqueológico de Mértola e Pedro Nogueira, coordenador do Centro de Agroecologia de Mértola."

 A Performance decorreu no dia 10 de Junho.