O ritmo desta música, que faz parte da banda sonora do filme "Zatoichi" de Takeshi Kitano, é semelhante ao ritmo de trabalho durante o mês que estive no Japão a convite da câmara municipal de Hondo, na ilha de Amakusa. Foi tudo tão forte, que os anos passam e a vontade de lá voltar continua igual.
Trabalha a cerâmica enquanto linguagem escultórica, entre escultura, mural e instalação. O trabalho constrói-se a partir da relação direta com a matéria - porcelana, grês, fogo, peso, fragilidade e transformação - muitas vezes em dialogo com arquitectura, território e memória. Este blogue funciona como registo parcial desse percurso: obras, exposições, processos de trabalho, residências artísticas e projetos realizados em diferentes lugares.
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terça-feira, 26 de maio de 2009
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Amakusa Ceramic Art 2003
Porcelana de Amakusa, cozedura a 1300ºC.116 x 19 x 12 cm. 2003
Vista da sala de exposição. As peças do lado esquerdo são da autoria do João Carqueijeiro, que tinha lá estado em 2001
Workshop que monitorei sobre azulejos de padrão.Pois já lá vão cinco anos, mas creio que nunca irei esquecer esta experiência. Em Setembro de 2003 fui até á ilha de Amakusa, Japão. Uma ilha minúscula em frente a Nagasaki.
Através da recomendação do João Carqueijeiro, convidaram-me a estar um mês a trabalhar para uma exposição colectiva. Nesse ano fui a única estrangeira a participar, o que dificultou um pouco a comunicação. O meu inglês era duvidoso, mas como quase ninguém falava inglês......desenhos e gestos eram a melhor forma de comunicar.
Foi a experiência mais enriquecedora que tive até hoje. Estávamos a trabalhar num atelier familiar e estavam ao nosso dispor. O ritmo de trabalho era muito á japonês, 10 horas por dia e com o aproximar da inauguração o numero de horas também ia aumentando. Tentei absorver tudo que via e senti que eles faziam o mesmo.
Durante esse mês só tínhamos os domingos para descansar e foi nesses momentos que tive tempo para fazer "turismo". A ilha onde estava era fabulosa, a lembrar o Japão de á muitos anos atrás, uma ilha que não tem turismo nenhum.
Recordo este tempo com saudade e sempre na esperança de lá regressar. Quanto ao festival, creio que já não existe. As regalias eram boas demais e o dinheiro deve ter terminado.
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