Outro dia vi umas peças que fiz, creio que em 2005 (se a memória não me falha), num jardim onde as coloquei nessa altura. Não as via há mais de 10 anos e já nem me recordava delas. Aliás, estavam irreconhecíveis, a natureza usurpou-se delas. Sempre me agradou a ideia da natureza intervir na minha obra nos espaços exteriores, mas não a este ponto de abandono. Estas estão ao abandono (parece-me), mas abandono esse que me alegrou. Alegrou ao ponto de fazer ver que é um bom ponto de partida para mais um projecto.
Trabalha a cerâmica enquanto linguagem escultórica, entre escultura, mural e instalação. O trabalho constrói-se a partir da relação direta com a matéria - porcelana, grês, fogo, peso, fragilidade e transformação - muitas vezes em dialogo com arquitectura, território e memória. Este blogue funciona como registo parcial desse percurso: obras, exposições, processos de trabalho, residências artísticas e projetos realizados em diferentes lugares.
segunda-feira, 6 de abril de 2020
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