Estas primeiras semanas aqui em kecskemét, têm sido uma adaptação a quase tudo. O International Ceramics Studio, Contemporary Art, é bastante maior do que eu previa e uma espécie de "mosteiro do barro". Tem mais de 40 fornos, elétricos, a gás e a lenha. Salas para moldes de gesso, de pintura, uma série de estúdios individuais espalhados por todo o edifício, duas caves lotadas de uma colecção de 46 anos de todos os artistas que têm passado por cá, uma galeria e biblioteca. Por ser inverno e ainda estarmos com muitas restrições de circulação entre países, a presença de colegas torna-se bastante mais reduzida, o que torna a residência bastante mais solitária neste "mosteiro". Não é um retiro, mas quase. Ir conhecendo a cidade a pé e bicicleta é rotina diária para o desenvolvimento do trabalho criativo. Veremos se os resultados são positivos.
Trabalha a cerâmica enquanto linguagem escultórica, entre escultura, mural e instalação. O trabalho constrói-se a partir da relação direta com a matéria - porcelana, grês, fogo, peso, fragilidade e transformação - muitas vezes em dialogo com arquitectura, território e memória. Este blogue funciona como registo parcial desse percurso: obras, exposições, processos de trabalho, residências artísticas e projetos realizados em diferentes lugares.
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