Tenho desfrutado muito das conversas como Angel, em determinados assuntos tem sido o meu "papa".



Tenho desfrutado muito das conversas como Angel, em determinados assuntos tem sido o meu "papa".





Katsilieris Andre
Rallis Tasos
´
Podes ler o poema.
Mas nunca saberás
Que cada verso flectido no poente
É um grito quebrado e transparente,
E te leva um recado
Urgente como a luz que se despede
Na vidraça.
Luz que morre e que pede,
No letal desamparo,
A compassiva graça
De um último reparo.
Miguel Torga
PERDOA e ganhará o amor
um outro realce, outra beleza.
é que se punires será o rancor
a tomar mais evidência e mais clareza.
IBN ´ AMMÂR ( 1031 - 1084)
(Ibn ´Ammâr Al Andalusî - Drama de um poema)

Na passada semana fiz a primeira fornada. Foram oito horas á volta do forno e a temperatura máxima foi a 1100ºC. Apesar de ter perdido uma peça (que já ia em risco) todas as outras ficaram bastante satisfatórias, prontas a serem embaladas para fazerem a viagem até Paris, em Outubro.
Na passada sexta feira, depois de ter andado o dia todo a tratar de lenha para as fornadas, fui dar um passeio de bicicleta com o meu filhote. Decidimos ir até ao rio Maçãs que fica a 6 km de Outeiro dar uma refrescadela ao corpo. Para surpresa nossa deparamos-nos com este panorama. O rio deixou de lá estar, as poucas poças com minúsculos peixes a agoniar ou já mortos, um cheiro horrível. Mais acima o rio tem uma represa, ainda com alguma água mas também já com peixes mortos. Essa água é captada para abastecer uma aldeia ali perto. Será que aquela gente sabe que água anda a consumir?? Desta vez o passeio foi desolador.Vai decorrer de 4 a 14 de Setembro, em Volos, o 7th Symposium of Artistic Ceramics for Mediterranean Countries, organizado pelo Centro Internacional de Ceramica da Grécia. Por indicação de Guido Mariani e de Emidio Galassi, fui a escolhida para representar Portugal. Os países representados serão Espanha, Itália, França, Portugal e Grécia, num total de cerca de 10 ceramistas. Mário Claúdio escrevia num texto que me fez para a exposição do Museu de Olaria de Barcelos, que deveria ir á Grécia. Pois bem, ao fim de 12 anos farei o que me recomendou.
Junto a esta pequena noticia, a música da grega Savina Yannatou, de quem tenho dois cd´s que por vezes me acompanham no trabalho.
No I Encontro Internacional de Arte - Culla 2007, organizado por Mariano Poyatos, trabalhamos durante três semana para mais tarde se apresentar os resultados em várias exposições por Espanha e assim se concretizou. Foram convidados a participar Gerd Knäpper (Alemanha), Juan Ortí (Espanha), Matsuo Takashi (Japão), Sofia Beça (Portugal), Gabriella Sacchi (Itália), Marc Verbruggen (Belgica). Mariano Poyatos tinha visto a exposição resultante do I Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas (2004), organizado por mim e também ele quis organizar um encontro semelhante em Culla, uma pequena aldeia perto de Castelló, Espanha. O local era fabuloso. O diaporama é acompanhado com a música de Omar Faruk, que me foi dada a conhecer pelo meu querido amigo Juan Ortí.
Para David Sylvian é o essencial da vida. Plenamente de acordo. Sem isso as pessoas tornam-se amargas.
"Caixa de armazenamento"

Apesar do tempo não ter sido favorável apareceram bastantes pessoas, não tantas como é habitual nas inaugurações de Miguel Bombarda, mas ainda bem, pois assim foi mais fácil de se poder ver as exposições. "O Pátio é meu!" ficou com este aspecto. Quem tiver mais curiosidade, terá que se deslocar á galeria e descer as escadas para observar melhor. 
Assim estava o espaço para a exposição. Havia pelo menos que "lavar a cara" ao pátio. Foi o que fizemos, arregaçamos as mangas e agora já tem outro aspecto. A montagem da exposição também já está feita, mas agora o tempo decidiu fazer das suas. Hoje já chove e amanhã, dia da inauguração, irá pelo mesmo caminho. Se assim for, não será muito agradável o primeiro dia....O ritmo desta música, que faz parte da banda sonora do filme "Zatoichi" de Takeshi Kitano, é semelhante ao ritmo de trabalho durante o mês que estive no Japão a convite da câmara municipal de Hondo, na ilha de Amakusa. Foi tudo tão forte, que os anos passam e a vontade de lá voltar continua igual.
Este é o vídeo que acompanha o catálogo da grande exposição de 2006 de Alberto Hernández. Como já referi aqui anteriormente, pode visitar a ultima exposição de Alberto Hernández em Talavera de la Reina.
Hoje foi J.S.Bach que escolhi para se juntar a mim e ao barro. Não há uma única vez que escute Bach sem me lembrar do meu querido mestre e amigo Arcádio Blasco. O tempo que passei no seu atelier a trabalhar era sempre ao som deste seu compositor preferido.
"...Si el artista logró en otras etapas de su decurso creativo darle estatismo al humo en sus propuestas, y lo hizo con un éxito incuestionable en sus cuadros blancos, ahora le suma la expresión más angustiosa de los materiales que lo convocan en el rakú [hojas, ramas, materiales orgánicos...], mostrándonos una capacidad nueva y alucinante de unir en una sola de sus placas la veracidad de las formas primigenias y el poético salto hacia su disolución por la hermosa purificación del fuego: humo y humus en el mismo concepto creativo... lo destruido para crear en sus dos estados de exaltación vital...."
