segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Restauro no centro histórico do Porto

Aqui está o resultado dos primeiros 50 azulejos. Já tenho outra fornada preparada para ligar hoje, mas ainda me falta pintar mais 30 e uma última fornada. Se tudo correr bem, entrego o trabalho ao cliente no fim desta semana. O edifício já está pronto para os receber. Quando forem colocados, fotografo para compartilhar o resultado. Depois o tempo dár-lhe-á a patine que falta.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Restauro no centro histórico do Porto


Depois de aprovados os testes de cores, comecei a pintar os azulejos. Como o forno eléctrico é pequeno e os azulejos têm relevo, não posso cozer mais que 50 de uma vez. Vamos a ver qual é o resultado.

domingo, 5 de outubro de 2008

Dead Can Dance - Yulunga



Creio que esta música é de 1993. Ao longo destes anos, já a ouvi centenas de vezes e nunca me canso.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Restauro no centro histórico do Porto

Enquanto ia reproduzindo azulejos e cozendo, fui fazendo testes de cores. Foi a primeira vez que fiz tantos testes, já estava a desesperar. A cor de fundo não é fácil, os azulejos não estão homogéneos e a cor está suja. Como eram pintados e depois o vidrado transparente era aplicado por mergulho, sujava o branco de fundo, ou seja, de branco tem muito pouco. Para obter uma cor aproximada, tive que "sujar" o branco com castanho e violeta. Mas a sujidade de mais de 100 anos não é possível. Um teste de cor foi aprovado, agora é passar para uma quantidade grande e ver se a cor se mantém. Sim, porque quando se faz um teste de cor em que se trabalha com 0,1 g de violeta e o,2 de castanho e 10g de branco, é diferente de quando se passa para kgs. Vamos a ver como segue.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Catálogo de Culla

Como referi outro dia, o catálogo de Culla tem alguns textos sobre o encontro e seus respectivos participantes.
Aqui fica o excerto do texto de Wenceslao Rambla Zaragozá, professor catedrático da Universidade Jaume I e Comissario da exposição, sobre o meu trabalho.


"La metaforización del mundo a través e raíz y apariencia orgánica parece construir el motor que activa la creatividad de esta autora portuguesa en el universo de la ceramica artística. No en vano le naturaleza constituye, casi siempre, la motivación que impulsa su obra. Sus pastas coloreadas, el gres chamotado, la malaquita o caolín calcinado empleado como sacante, son parte del sustrato matérico y técnico con que manipula y da vida a esas formas de raigambre orgánica que establecen la visión poética de Beça.

Formas que, en ocasiones, se visualizan como cordilleras que se enroscan en concéntricas formaciones; cuando no es el caso en que, otras de sus piezas, quedan como tubulares formas de pastas coloreadas que les dotan de una peculiar vitalidad. Pastas de similar contracción a 1180 grados de cocción aproximadamente, cordilleras que no son sino regueros de pasta incrustada en una base más o monos plana y en un contexto de objetoindividualizado; para pasar Beça a la realización de murales donde conjuga piezas cuadrangulares de sistintos tamaños con un acabado protuberante que mimetiza ondulaciones ( desgastes de pisadas sobre una losa, alegoría marina... ...cualquier cosa puede ser, sugerir, evocar), sin olvidar toda esa serie de elementos incrustadores, cual pequeñas láminas de cortantes percepción, que nos recuerdan la disposición vertical de lajas en una pared de piedra seca o el apilamiento de libros. Todo ello explicita el vocabulario, la articulación, la gramática en suma, con que esta artista construye su atractivo universo de formas cerámicas proclives a producirnos una impresión visual y táctil, y una experiencia estética como consecuencia de tal fenomenología, a quien esté dispuesto a contemplar su trabajo esmerado, cuidadosamente elaborado e intencionalmente bien planteado."

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

"Habitáculos"

Este é o video da exposição que esteve no Museu Martins Sarmento, em Guimarães, em Outubro de 2006. Para esta exposição convidei os meus dois irmãos, o Gustavo para a musica (como já é habitual desde 2000), e o Rui para a co-autoria num dos trabalhos com fotografia.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Catálogo de Culla

Chegou-me ás mãos (finalmente), o catálogo do I Encontro Internacional de Culla. É o catálogo que acompanha as exposições que se têm vindo a realizar sobre o encontro. Este catálogo tem alguns textos a falar sobre o encontro e sobre os participantes. Aqui fica um excerto do texto de Jaume Coll Conesa, director do Museu nacional de Cerâmica "Gonzalez Martí", sobre o meu trabalho.

"...Sofia Beça, autora de gran calidad plástica que domina texturas, forma y color, hunde sus raíces en la tradicíon local buscando expresar lo esencial del contacto del hombre com su terruño, enriquecido históricamente en el contacto cultural entre lo musulmán, como esencia de lo oriental, y la tradición local del extremo occidente. Su obra reflexiona sobre aspectos básicos de la relación hombre-medio tanto relativas a su visión como a la necesaria adaptación cultural para la supervivencia humana en relación con aquel, como vemos en sus refugios o en obras en las que plantea nuestra percepción del cosmos. Destaca de su visión un canto a la vida humana y a su complejidad a través de la materia..."

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Gustavo em "Serralves" e na "Velha"

O meu irmão Gustavo vai tocar na próxima sexta-feira, ás 22.00, no Auditório de Serralves

“SCREEN PLAY” - CHRISTIAN MARCLAY
Foi estreado na bienal Performa em Nova Iorque, e é inspirado pela tradição da partitura gráfica, expandindo-a para incluir imagens em movimento e elementos gráficos digitais muito simples que funcionam como sinais sugestivos de emoções, energia, ritmo, tom, volume e duração.Três grupos musicais diferentes são convidados a fazerem, um de cada vez e em sequência, a interpretação e improvisação ao vivo baseado no filme ‘partitura’ projectado, permitindo ao público testemunhar o processo musical implicado em cada uma das três bandas sonoras criadas. Christian Marclay é um artista plástico, performer e músico sediado em Nova Iorque.
Grupo I
Nuno Rebelo - guitarra
Marco Franco - bateria
João Paulo Feliciano - órgão
Rafael Toral - sintetizador modular e electrónica
Grupo II
João Martins - saxofones e instrumentos electro-acústicos caseiros
Gustavo Costa – percussão e electrónica
Jonathan Saldanha – electrónica
Grupo III
Steve Beresford - electrónica
Mark Sanders - percussão
Alan Tomlinson- trombones alto e tenor

No sábado toca, ás 22.30 horas, no Estaleiro Cultural Velha- a -Branca, em Braga.

Gustavo Costa nasceu no Porto em 1976. Estudou percussão com Miguel Bernat, Produção e Tecnologias da Música na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto e Sonologia com Paul Berg, Konrad Boehmer e Clarence Barlow no Instituto de Sonologia em Haia, Holanda. Desde 1989 que participa e colabora com diversas formações e músicos ligados ao rock underground e à música experimental como Genocide, Stealing Orchestra, Três Tristes Tigres, Drumming, Gregg Moore, Ethos Trio, Damo Suzuki ou John Zorn.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Restauro no centro histórico do Porto


Já tenho duas cópias do molde do azulejo para poder fazer as reproduções, que também já fui executando. Tenho que entregar ao cliente 120 azulejos, mas como há sempre alguns acidentes pelo caminho, terei que fazer alguns mais. Este foi o meu trabalho durante uma semana e vai continuar durante esta que começa. Depois outro passo se seguirá.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Restauro no centro histórico do Porto


Durante cerca de um mês (provavelmente mais), irei estar ocupada com este edifício. Um casal comprou a casa, estão a restaurá-la e a fachada tem muito poucos azulejos que possam ser recuperados. Calhou-me a mim fazer a cópia dos que faltam. Este edifício está na zona histórica do Porto, o que obriga a que mantenham a fachada tal como era.
Por vezes surgem-me este tipo de trabalhos e eu aceito fazê-los para poder contribuir para a preservação dos mesmos.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Queimada




"Barreira"
Barro chamotado, ferro, técnica da lastra, vidrado a 980ºC, queimado posteriormente na fogueira. 53 x 78 x 13 cm. 2002

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Prémio Argo


Second Stone
Grês e porcelana, técnica da lastra, temperatura 1280º C., redução e carbonação, representação gráfica por computador do espectro sonoro da música. 300x36x6 cm. 2001

Com este trabalho ganhei em 2001, o 1º Prémio de CER.TA.ME, organizado pela A.R.G.O., Gondomar. Não o ganhei sozinha, ganhei-o com o meu irmão Gustavo, pois este trabalho tinha a sua colaboração musical. Na foto não se vê, mas junto, tinha um computador onde se poderia "ver" e ouvir a música.
Organizado por uma associação local, mas pago pela Câmara Municipal de Gondomar, logo o trabalho ficou para eles. Que é feito do trabalho?? Guardado num canto? Em casa de alguém? No lixo? De uma maneira geral, quando os prémios são pagos pelas Câmara, nunca mais se vê os trabalhos. Que lhes farão??

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Mural de Alcora



O meu irmão Rui, que tem vindo a colaborar comigo em alguns trabalhos, foi passar ferias a Valência. Aproveitou e fez mais uns km (cheios de rotundas) e foi ver o meu trabalho, vencedor em 2005 do 1ºConcurso Mural Undefasa, em Alcora. Intitula-se "Muro dentro do muro". Está colocado na zona antiga de Alcora, numa pequena praça, muito perto do Museu de Cerâmica. Na altura, para além de colocar o mural, foi da minha responsabilidade escolher a cor da parede. O resultado foi este. Já tinha escrito um artigo sobre este prémio com uma foto, mas a qualidade não era das melhores. Agora o Rui fez-me o favor de enviar estas com mais qualidade. Rui, obrigada por teres feito questão de ir vêr o trabalho e de tirares umas fotos.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Fornada com temporal

Na foto vê-se a diferença entre uma peça e outra. A da esquerda apenas foi a 1000ºC, a da direita foi a 1100ºC. A diferença está na cor da pasta e tinha colocado limalha de ferro em cima para criar manchas, como não foi á temperatura pretendida, não ficou nada.

Nesta foto, a peça da direita foi a 1100ºC e a da esquerda foi apenas a 1000ºC. Uma ficou castanha, a outra ficou preta.

Ainda não me refiz do que se passou ontem. Estava a fazer a ultima fornada, antes de regressar ao Porto. O forno trabalhava a bom ritmo e já ia a 900ºC quando se começou a aproximar um temporal. Comecei a achar que se viesse na minha direcção iria ter problemas. Infelizmente foi o que aconteceu. Já ia a 1000ºC quando tive que deixar de alimentar o forno. A minha grande preocupação passou a ser arranjar forma de proteger o forno, uma vez que está exposto ao ar. Recorri a um vizinho que me cedeu uma chapa para improvisar na cobertura do forno. O temporal chegou com rapidez e cheio de força. Muito vento, chuva e trovoada. Tudo em grande quantidade. Não podia fazer mais nada a não ser esperar que aquele temporal fosse embora. Ao fim de duas horas lá foi.
Tentar dormir para de manhã ver os estragos. O forno felizmente não teve danos, mas a fornada foi uma desilusão. Faltavam apenas 100º para terminar. O resultado está nas fotos, a diferença de uma fornada para a outra. A "sorte" é que estas peças fazem parte de outro grande grupo que já tinha cozido e que as posso misturar no trabalho sem que o estrague, mas todas as outras peças que estavam no forno ficaram aquém das expectativas. Melhores dias virão......de preferência com bom tempo.

domingo, 24 de agosto de 2008

Trabalho nas férias


" Funcho"
Grês, engobe, limalha de ferro, técnica do rolo, cozedura a 1100ºC em forno lenha. 65 x 42 x 36 cm. 2008

Como tinha dito anteriormente, fiquei aqui por Outeiro a trabalhar. Tantas fotos tirei de funchos, que acabei por ser influenciada e fazer uma peça baseada nessa planta.
Mais trabalhos tenho feito, mas ainda não estão terminados nem fotografados. Lá iremos....tenho uma semana para terminar tudo.
Esta peça já não sai de Outeiro, vai ficar aqui na casa da minha mãe.

domingo, 10 de agosto de 2008

Prémio em Aveiro

"Borboletear"
Grês, engobes, micas, técnica do bloco, cozedura a 1150ºC em forno de gás, em atmosfera redutora. 420 x 200 x 10 cm. 2007

Em 2007 ganhei, com este trabalho, uma Menção Honrosa na VI Bienal de Cerâmica Artística de Aveiro. Está ainda comigo, à espera de uma nova exposição ou de um novo dono.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Trabalho nas férias

Vim até Outeiro para passar uma semanita. Já lá vai mais uma semana do que o previsto e não estou com vontade de regressar ao Porto. Não sou de cá, mas cada vez me sinto melhor por estas bandas. Mas comecei a sentir falta de pôr "as mãos na massa" e fui até Espanha comprar barro. Aqui tenho mais espaço e o forno de lenha mesmo ao lado. Para além disso, é um privilegio poder trabalhar com o som dos pássaros. O calor faz com que as peças sequem mais do que o devido e isso já me está a causar problemas. Vamos a ver se consigo fazer tudo que tenho em mente sem acidentes. Depois disso seguir-se-á a tarefa de as cozer.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Férias em Outeiro

Um passeio de bicicleta, de máquina ás costas e voltei a encontrar vários exemplares de carrapatos. Tirei uma série de fotos a diferentes animaizitos da mesma espécie, todos eles com as suas cores. Este virou-me as costas.

Este foi o único gatito que se deixou fotografar. Andavam cerca de uns sete de um lado para o outro, assustados com a minha presença. A mãe observava á distancia.

Esta foto, tirei-a em Picote, uma pequena aldeia perto de Miranda do Douro. Nunca lá tinha ido e fiquei com boa impressão da aldeia. Tem a sorte de estar a ser requalificada, mas esta casa que fotografei, não me parece que vá ter a mesma sorte. Eu não sou arquitecta, mas parece-me ser um bom exemplo de arquitectura.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Prémio Aveiro

Em 2005, ganhei o 2º prémio da VII Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro, com o trabalho "Qual gostas mais ?". Era um trabalho com 25 metro e cerca de 250 "pedras" e tinha a particularidade de só ficar acabado com a intervenção do público, que junto ao trabalho tinha um pequeno texto explicativo. Lembro-me de ter ido no final da exposição fotografar o resultado e a parede estava fantástica. O público "trabalhou" comigo e o objectivo tinha sido alcançado.
"Qual gostas mais ?"
Barro chamotado, grês de várias cores, porcelana de várias cores, faiança, barro vermelho, pequenos blocos escavados, lastra, rolos, peças cozidas em diferentes fornos e com diferentes temperaturas. 6 x 5 x 2500 cm. 2005

Pormenor de como foi ficando a parede.

"QUAL GOSTAS MAIS ?"
Em quase todo o mundo, quando alguém sai para dar um passeio, encontra uma folha, uma concha ou uma pedra que lhe chama a atenção e, muitas vezes, leva-a para casa. Outros deixam a sua própria marca com inscrições do tipo "X esteve aqui", " chamo-me Maria" ou "amo-te Zé"...Tendo como referência estas duas situações, desafio o público a que interfira numa parte do meu trabalho. Se alguma "pedra" lhe chamar á atenção, podem deixar uma mensagem na parede junto a ela. Desta forma, o trabalho mostrará variações á medida que o público passa, da mesma forma que a natureza foi variando desde que o Homem existe.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Dia de descanso

Depois de um dia em frente ao forno de lenha, o corpo e a mente precisam de descanso. No dia seguinte, fui ao meu local preferido em Outeiro. Pelo caminho encontrei vários insectos, mas a estes dediquei-lhes um pouco mais de atenção.

Quando cheguei ao local encontrei este pastor. Ficou todo feliz por poder conversar um pouco.


Assim estava este terreno, já não tinha água e bem mais seco do que o tinha encontrado em Março. Para além disso foi com satisfação que o encontrei com um rebanho enorme e os respectivos cães de guarda ( um deles, bem simpático, aqui á direita)


Quando regressei, as ovelhas decidiram fazer o mesmo. Foi um passeio diferente, mas bem relaxante. Deu para "carregar baterias". Daqui por uns dias vou para lá outra vez.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Fornada

Este era o aspecto do trabalho antes de ir para o forno de lenha. Dois tipos de grês, ambos brancos, um com chamote grosso e outro com fibra de papel. Dentro das"janelas" engobes de várias cores.
Aqui já tinha enfornado todos as peças do trabalho. Uma fornada apenas para um trabalho meu, mais os dois trabalhos dos miúdos.

Este foi o resultado final de algumas das peças. A fornada demorou sete horas e não correu muito bem. O forno trabalhou razoavelmente até aos 950ºC, mas depois apenas consegui ir até aos 1080ºC. Entre uma temperatura e outro estive cerca de três horas, sempre a consumir lenha. A ideia era chegar aos 1150ºC. O motivo pelo qual a temperatura não queria subir foi pelo facto de ter havido um estrangulamento na saída da chaminé. Fiz uma alteração para não haver riscos de incêndio, no Verão, mas foi demasiado e o forno perdeu o rendimento. Bastará fazer uma pequena alteração no cimo da chaminé e voltará a funcionar bem e sem qualquer tipo de riscos.
Apesar de não ter chegado á temperatura desejada, o trabalho ficou como eu o imaginei. Valeu a pena o esforço, apesar de tudo e fiquei satisfeita com o resultado.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Trabalho em férias

O meu filho Rafael a pintar o seu foguetão.

O amigo inseparável do meu filho, o Miguel, estava todo feliz por ter acabado de pintar a sua tartaruga.

Este era o trabalho que estava á espera dos meus acabamentos.

Também me calhou pintar o trabalho.

Na passada semana, aproveitei para ir até Outeiro, Bragança. Ainda não percebi se vou até lá com o pretexto de ir cozer no meu forno de lenha, ou se cozo com o pretexto de ir até Outeiro. De uma coisa é certa, sinto-me bem cada vez que lá vou.
Desta vez o Rafael e o seu amigo tinham feito uma peça, cada um, para levar e cozer juntamente com o meu trabalho. Para eles foi uma aventura. Bem, mais para o amigo, pois o Rafael já começa a estar habituado a estas coisas mas gosta sempre de participar de alguma forma.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Trabalho em férias

Tirei uns dias de férias para vir até aqui, Outeiro, mas nunca consigo vir cá sem que utilize o meu forno. Vim com um trabalho para cozer e ontem foi essa a minha tarefa.
Agora vou tentar descansar um pouco até domingo e depois lá regressarei á confusão da cidade. Aqui a internet é muito lenta, por isso não há fotos no blog. Depois actualizarei.
Até segunda.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Prémio Manises


"Janela I, II, III,IV, V, VI"
Barro chamotado, técnica da lastra e rolos, vidrado a 1000ºC, queimado posteriormente na fogueira. 32 x 32 x 7,5 cm . 2003

Pormenor de uma das "Janelas"

A foto está muito má, mas é a que tenho do trabalho completo. Foi com este trabalho que participei na VI Bienal Internacional de Cerâmica de Manises, em 2003. Fui contemplada com uma Menção Honrosa. Posteriormente vendi a um cliente aqui do Porto.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Texto de Manuel Cerveira Pinto

"Caracol"
Grês, técnica mista, cozedura a 1280ºC a gás com redução. 35 x 20 x 6 cm. 2007

Este foi o texto que Manuel Cerveira Pinto, escreveu para a minha exposição individual intitulada "metáfora do Mundo", no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, em Braga, realizada em Dezembro de 2007.


Metáfora do mundo
A natureza constitui quase invariavelmente o mote da obra cerâmica de Sofia Beça. As questões com ela relacionada e com a presença humana, as suas conexões com a vivência quotidiana o meio ambiente e as próprias relações entre as pessoas constituem o universo por onde o barro molda as formas da própria arte e que estabelecem a visão poética da autora. Por vezes distante, por vezes crítica, ou ainda apenas contemplativa. A metáfora do mundo expressa-se através de formas geralmente orgânicas, onde pontuam elementos geométricos, que revelam a importância que o habitar tem para o próprio ser... seja ele humano ou não. A linguagem própria que já há anos Arcadio Blasco sugeria despoletar na obra da autora, ganha contornos cada vez mais nítidos na sua singularidade como metáfora da própria vida, despertando-nos a curiosidade pelas suas próximas realizações.
Manuel Cerveira Pinto
Setembro de 2007

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Simpósio em Buenos Aires




Em 2005, o Instituto Municipal de Cerâmica convidou-me a participar no VII Simpósio de Cerâmica de Avellaneda, Buenos Aires, Argentina. Éramos cerca de 20 ceramistas de vários países e tínhamos apenas uma semana para realizar o nosso trabalho. Lembro-me que comparei o ritmo de trabalho com o Japão, completamente distinto. Na Argentina há tempo para tudo, sempre bem dispostos e a improvisar a toda a hora.
Lá consegui acabar este trabalho e ainda tive que dar uma palestra sobre o meu percurso e sobre o I Encontro Internacional de ceramistas em Boassas, que tinha organizado em 2004.
Este instituto tem cerca de 500 alunos a frequentar o curso de cerâmica com duração de quatro anos e todos os dias os tínhamos a fazer perguntas sobre o que nos viam fazer. Foi muito cansativo. Havia que lhes dar atenção, mas também tínhamos o compromisso de acabar o trabalho e paralelamente as palestras que havia diariamente.
A minha ida só foi possível, graças ao apoio a 100% da Embaixada de Portugal. Como fui a única portuguesa a estar presente, fui em "representação" do país. Receberam-me lindamente, obrigada a todos da Embaixada.