Apesar de não ter chegado á temperatura desejada, o trabalho ficou como eu o imaginei. Valeu a pena o esforço, apesar de tudo e fiquei satisfeita com o resultado.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Fornada
Apesar de não ter chegado á temperatura desejada, o trabalho ficou como eu o imaginei. Valeu a pena o esforço, apesar de tudo e fiquei satisfeita com o resultado.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Trabalho em férias
Na passada semana, aproveitei para ir até Outeiro, Bragança. Ainda não percebi se vou até lá com o pretexto de ir cozer no meu forno de lenha, ou se cozo com o pretexto de ir até Outeiro. De uma coisa é certa, sinto-me bem cada vez que lá vou.
Desta vez o Rafael e o seu amigo tinham feito uma peça, cada um, para levar e cozer juntamente com o meu trabalho. Para eles foi uma aventura. Bem, mais para o amigo, pois o Rafael já começa a estar habituado a estas coisas mas gosta sempre de participar de alguma forma.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Trabalho em férias
Tirei uns dias de férias para vir até aqui, Outeiro, mas nunca consigo vir cá sem que utilize o meu forno. Vim com um trabalho para cozer e ontem foi essa a minha tarefa.
Agora vou tentar descansar um pouco até domingo e depois lá regressarei á confusão da cidade. Aqui a internet é muito lenta, por isso não há fotos no blog. Depois actualizarei.
Até segunda.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Prémio Manises

"Janela I, II, III,IV, V, VI"
Barro chamotado, técnica da lastra e rolos, vidrado a 1000ºC, queimado posteriormente na fogueira. 32 x 32 x 7,5 cm . 2003
Pormenor de uma das "Janelas"A foto está muito má, mas é a que tenho do trabalho completo. Foi com este trabalho que participei na VI Bienal Internacional de Cerâmica de Manises, em 2003. Fui contemplada com uma Menção Honrosa. Posteriormente vendi a um cliente aqui do Porto.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Texto de Manuel Cerveira Pinto
Grês, técnica mista, cozedura a 1280ºC a gás com redução. 35 x 20 x 6 cm. 2007
Este foi o texto que Manuel Cerveira Pinto, escreveu para a minha exposição individual intitulada "metáfora do Mundo", no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, em Braga, realizada em Dezembro de 2007.
Metáfora do mundo
A natureza constitui quase invariavelmente o mote da obra cerâmica de Sofia Beça. As questões com ela relacionada e com a presença humana, as suas conexões com a vivência quotidiana o meio ambiente e as próprias relações entre as pessoas constituem o universo por onde o barro molda as formas da própria arte e que estabelecem a visão poética da autora. Por vezes distante, por vezes crítica, ou ainda apenas contemplativa. A metáfora do mundo expressa-se através de formas geralmente orgânicas, onde pontuam elementos geométricos, que revelam a importância que o habitar tem para o próprio ser... seja ele humano ou não. A linguagem própria que já há anos Arcadio Blasco sugeria despoletar na obra da autora, ganha contornos cada vez mais nítidos na sua singularidade como metáfora da própria vida, despertando-nos a curiosidade pelas suas próximas realizações.
A natureza constitui quase invariavelmente o mote da obra cerâmica de Sofia Beça. As questões com ela relacionada e com a presença humana, as suas conexões com a vivência quotidiana o meio ambiente e as próprias relações entre as pessoas constituem o universo por onde o barro molda as formas da própria arte e que estabelecem a visão poética da autora. Por vezes distante, por vezes crítica, ou ainda apenas contemplativa. A metáfora do mundo expressa-se através de formas geralmente orgânicas, onde pontuam elementos geométricos, que revelam a importância que o habitar tem para o próprio ser... seja ele humano ou não. A linguagem própria que já há anos Arcadio Blasco sugeria despoletar na obra da autora, ganha contornos cada vez mais nítidos na sua singularidade como metáfora da própria vida, despertando-nos a curiosidade pelas suas próximas realizações.
Manuel Cerveira Pinto
Setembro de 2007
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Simpósio em Buenos Aires


Em 2005, o Instituto Municipal de Cerâmica convidou-me a participar no VII Simpósio de Cerâmica de Avellaneda, Buenos Aires, Argentina. Éramos cerca de 20 ceramistas de vários países e tínhamos apenas uma semana para realizar o nosso trabalho. Lembro-me que comparei o ritmo de trabalho com o Japão, completamente distinto. Na Argentina há tempo para tudo, sempre bem dispostos e a improvisar a toda a hora. Lá consegui acabar este trabalho e ainda tive que dar uma palestra sobre o meu percurso e sobre o I Encontro Internacional de ceramistas em Boassas, que tinha organizado em 2004.
Este instituto tem cerca de 500 alunos a frequentar o curso de cerâmica com duração de quatro anos e todos os dias os tínhamos a fazer perguntas sobre o que nos viam fazer. Foi muito cansativo. Havia que lhes dar atenção, mas também tínhamos o compromisso de acabar o trabalho e paralelamente as palestras que havia diariamente.
Este instituto tem cerca de 500 alunos a frequentar o curso de cerâmica com duração de quatro anos e todos os dias os tínhamos a fazer perguntas sobre o que nos viam fazer. Foi muito cansativo. Havia que lhes dar atenção, mas também tínhamos o compromisso de acabar o trabalho e paralelamente as palestras que havia diariamente.
A minha ida só foi possível, graças ao apoio a 100% da Embaixada de Portugal. Como fui a única portuguesa a estar presente, fui em "representação" do país. Receberam-me lindamente, obrigada a todos da Embaixada.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Exposição do I Encontro Internacional de Culla Contemporânea
Recebi algumas fotos do aspecto com que está a exposição do I Encontro de Culla. Inaugurou no passado dia 17 de Junho a exposição itinerante do I Encontro Internacional de Culla Contemporânea. Encontra-se no Centro Cultural Provincial LAS AULAS, Plaza Las Aulas, 1 12001 Castelló, Espanha. Poderá ser visitada até dia 17 de Julho.
sábado, 28 de junho de 2008
Prémio Martí Royo
Grês, técnica da lastra, cozedura a 1150ºC com redução. 122 x 47 x 4 cm. 2006
Com este trabalho recebi o 2º prémio, em 2006, da IV Bienal de Cerâmica Martí Royo, Altafulla, Espanha. Pela informação que tenho, o presidente da câmara já não é o mesmo e o novo acabou com o concurso. Parece cá.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Texto de Arcádio Blasco
Este foi o texto que o meu amigo Arcádio Blasco escreveu para a minha exposição individual "Voltar a Marrocos", em 2001. Tive o privilégio de poder estar um mês no seu atelier e realizar alguns dos trabalhos para a exposição. Conheci-o, em 1998, num curso de escultura e murais ceramicos, em Coimbra e desde aí nunca mais perdemos contacto. A forma como "vejo" a cerâmica a muito devo a este querido mestre.
La cerámica ...
La cerámica, la manipulación de argillas, el fuego, componen una herencia ancestral soldada al nacer del pensamiento en el ser humano. Ya se há dicho: “los pueblos que no conocieron la cerámica no tienen historia”. Al margen del uso industrial; todavía hoy, presenta, la cerámica, una atracción, un interés irrefrenable por parte de muchos individuos de diferentes culturas; desde la porcelana má exquisita a las grandes tinajas de barro; desde las técnicas más primitivas, a las más sofisticadas. Seguramente el control del fuego fue un primer signo de inteligencia y dominio sobre el resto de los seres vivos.
A Sofia Beça le atrae el fuego, la manipulación de pastas, le oficio,y como persona inteligente y sensible, quiere sumergirse, penetrar en la cerámica com la pasión y tenacidad del neoconverso. El descubrir las posibilidades expresivas, latentes en esa transformación de la materia creando outra materia distinta y personal es emocionante siempre; si, además, com esse dominio, tratas de conformar un lenguaje para comunicar tus sentimientos a los demás, te va la vida en sea lucha y en ses dominio sobre unos materiales a los que intentas dar vida.
Su tenacidad en el trabajo de taller, su curiosidada y gozo por conocer los “misterios” que rodean el oficio, el comportamiento de los materiales, la irán dotando de un lenguaje proprio que ya está latente en sus ultimas producciones. Conocedora del esfuerzo que esos “secretos” habrá que extraerlos por el camino de la experiencia, está preparada y dispuesta a enfrentarse com cualquier dificultad y superarla.
Nace, com Sofia, una nueva esperanza en la gran familia de los ceramistas. Su aportación contribuirá, sin duda, a ampliar horizontes y alentar a los iniciados. Que es tarea de todos dejar una huella que sirva a los enamorados de la cerámica, de estimulo y confianza.
Arcadio Blasco
La cerámica ...
La cerámica, la manipulación de argillas, el fuego, componen una herencia ancestral soldada al nacer del pensamiento en el ser humano. Ya se há dicho: “los pueblos que no conocieron la cerámica no tienen historia”. Al margen del uso industrial; todavía hoy, presenta, la cerámica, una atracción, un interés irrefrenable por parte de muchos individuos de diferentes culturas; desde la porcelana má exquisita a las grandes tinajas de barro; desde las técnicas más primitivas, a las más sofisticadas. Seguramente el control del fuego fue un primer signo de inteligencia y dominio sobre el resto de los seres vivos.
A Sofia Beça le atrae el fuego, la manipulación de pastas, le oficio,y como persona inteligente y sensible, quiere sumergirse, penetrar en la cerámica com la pasión y tenacidad del neoconverso. El descubrir las posibilidades expresivas, latentes en esa transformación de la materia creando outra materia distinta y personal es emocionante siempre; si, además, com esse dominio, tratas de conformar un lenguaje para comunicar tus sentimientos a los demás, te va la vida en sea lucha y en ses dominio sobre unos materiales a los que intentas dar vida.
Su tenacidad en el trabajo de taller, su curiosidada y gozo por conocer los “misterios” que rodean el oficio, el comportamiento de los materiales, la irán dotando de un lenguaje proprio que ya está latente en sus ultimas producciones. Conocedora del esfuerzo que esos “secretos” habrá que extraerlos por el camino de la experiencia, está preparada y dispuesta a enfrentarse com cualquier dificultad y superarla.
Nace, com Sofia, una nueva esperanza en la gran familia de los ceramistas. Su aportación contribuirá, sin duda, a ampliar horizontes y alentar a los iniciados. Que es tarea de todos dejar una huella que sirva a los enamorados de la cerámica, de estimulo y confianza.
Arcadio Blasco
Mutxamiel, Enero 2001
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Prémio ARGO
Barro chamotado, vidrado a 980ºC, redução posterior na fogueira, 60 x 60 x 34 cm. 2002.
Com este trabalho ganhei em 2003, o 1º Prémio de CER.TA.ME, organizado pela A.R.G.O, Gondomar. Quem organizou foi uma associação local, mas quem ficou com o trabalho foi a Câmara Municipal de Gondomar. Que é feito do trabalho???
Com este trabalho ganhei em 2003, o 1º Prémio de CER.TA.ME, organizado pela A.R.G.O, Gondomar. Quem organizou foi uma associação local, mas quem ficou com o trabalho foi a Câmara Municipal de Gondomar. Que é feito do trabalho???
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Prémio Mural de Alcora
Há um velho ditado que diz "quer quer vai, quem não quer manda" e neste caso era bem verdade. Os dois trabalhadores que a câmara local disponibilizou para a montagem do mural eram tão maus que tive que ser eu a colocar o trabalho todo na parede. Eu queria-o bem montado.Infelizmente esta é a unica foto que tenho do trabalho concluido, não se vê bem o trabalho, mas vê-se bem (infelizmente) como foi a inauguração do mural.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Texto de Manuel António Pina
Este texto foi escrito por Manuel António Pina, em 1998, para a minha exposição individual no Solar dos Zagallos, em Sobreda da Caparica. Era um Solar que se tinha transformado num museu dedicado á cerâmica, com exposições permanentes, temporárias e oficinas para adultos e crianças, estava na responsabilidade da Câmara Municipal de Almada. Não sei se ainda existe este museu.
O Domínio do Fogo
Arte fulgurante, a cerâmica participa de modo literal do mistério alquímico fundamental da purificação e da regeneração. Como o poeta – ferreiro taoista na sua forja ou o alquimista ao forno, o ceramista está no centro do mundo, pequeno deus demiurgo arrancando o ser à matéria bruta e ao não ser. Do barro, espécie de caos original, o ceramista “separa” laboriosamente formas e identidades. O seu trabalho é, por isso, de natureza estruturalmente dia-bólica (isto é, cosmogónica e criadora); talvez então a vocação sim-bólica de toda a arte seja a “saudade” do estado edénico e da unidade primordial.
A arte de Sofia Beça evidencia tanto esta origem terrestre como este destino celeste, o barro informe como a presença do fogo criador e regenerador. Cada uma das suas peças parece dividida, dilacerada entre céu e terra, vida e morte, condensação e sublimação. Quem estranhará que as suas formas se abram em movimentos convulsos ou expludam em vermelhos vulcânicos e em negros fundos e inquietos ?
Às vezes, no entanto, dir-se-ia que o sofrimento das formas por momentos se suspende e que elas se espraiam então em calmos painéis e labirínticas ordens cromáticas, quase até ao decorativismo. Mas depressa as cores de novo obscurecem, os volumes se intensificam e pesadas nuvens de tempestade se acumulam nos vidrados.
Porque o ceramista está perto de mais.
Tanto da matéria como da chama. E também ele em ambos arde e se consome.
Manuel António Pina
Setembro de 98
O Domínio do Fogo
Arte fulgurante, a cerâmica participa de modo literal do mistério alquímico fundamental da purificação e da regeneração. Como o poeta – ferreiro taoista na sua forja ou o alquimista ao forno, o ceramista está no centro do mundo, pequeno deus demiurgo arrancando o ser à matéria bruta e ao não ser. Do barro, espécie de caos original, o ceramista “separa” laboriosamente formas e identidades. O seu trabalho é, por isso, de natureza estruturalmente dia-bólica (isto é, cosmogónica e criadora); talvez então a vocação sim-bólica de toda a arte seja a “saudade” do estado edénico e da unidade primordial.
A arte de Sofia Beça evidencia tanto esta origem terrestre como este destino celeste, o barro informe como a presença do fogo criador e regenerador. Cada uma das suas peças parece dividida, dilacerada entre céu e terra, vida e morte, condensação e sublimação. Quem estranhará que as suas formas se abram em movimentos convulsos ou expludam em vermelhos vulcânicos e em negros fundos e inquietos ?
Às vezes, no entanto, dir-se-ia que o sofrimento das formas por momentos se suspende e que elas se espraiam então em calmos painéis e labirínticas ordens cromáticas, quase até ao decorativismo. Mas depressa as cores de novo obscurecem, os volumes se intensificam e pesadas nuvens de tempestade se acumulam nos vidrados.
Porque o ceramista está perto de mais.
Tanto da matéria como da chama. E também ele em ambos arde e se consome.
Manuel António Pina
Setembro de 98
sábado, 14 de junho de 2008
I Encontro Internacional de Culla Contemporânea
Grês, técnica da lastra, cozedura a 1260ºC em forno gás. 50 x 50 x 5 cm cada. 2007
Inaugura do próximo dia 17 de Junho a exposição itinerante do I Encontro Internacional de Culla Contemporânea. Realizar-se-á no Centro Cultural Provincial LAS AULAS, Plaza Las Aulas, 1 12001 Castelló, Espanha. Poderá ser visitada até dia 17 de Julho.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Amakusa Ceramic Art 2003
Porcelana de Amakusa, cozedura a 1300ºC.116 x 19 x 12 cm. 2003
Vista da sala de exposição. As peças do lado esquerdo são da autoria do João Carqueijeiro, que tinha lá estado em 2001
Workshop que monitorei sobre azulejos de padrão.Pois já lá vão cinco anos, mas creio que nunca irei esquecer esta experiência. Em Setembro de 2003 fui até á ilha de Amakusa, Japão. Uma ilha minúscula em frente a Nagasaki.
Através da recomendação do João Carqueijeiro, convidaram-me a estar um mês a trabalhar para uma exposição colectiva. Nesse ano fui a única estrangeira a participar, o que dificultou um pouco a comunicação. O meu inglês era duvidoso, mas como quase ninguém falava inglês......desenhos e gestos eram a melhor forma de comunicar.
Foi a experiência mais enriquecedora que tive até hoje. Estávamos a trabalhar num atelier familiar e estavam ao nosso dispor. O ritmo de trabalho era muito á japonês, 10 horas por dia e com o aproximar da inauguração o numero de horas também ia aumentando. Tentei absorver tudo que via e senti que eles faziam o mesmo.
Durante esse mês só tínhamos os domingos para descansar e foi nesses momentos que tive tempo para fazer "turismo". A ilha onde estava era fabulosa, a lembrar o Japão de á muitos anos atrás, uma ilha que não tem turismo nenhum.
Recordo este tempo com saudade e sempre na esperança de lá regressar. Quanto ao festival, creio que já não existe. As regalias eram boas demais e o dinheiro deve ter terminado.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Gustavo Costa em Serralves em festa II

Ontem fui a Serralves ouvir o meu irmão tocar. Já variadíssimas vezes assisti a concertos dele, mas foi apenas a segunda vez que o vi com o seu projecto pessoal. Tem imensas coisas gravadas, mas quase nunca as apresenta. Estava muito nervoso (apesar da enorme experiência que tem), mas quando começou a tocar, rapidamente desapareceu esse sintoma. Correu muito bem e os elogios foram muitos. Espero poder assistir novamente a um projecto seu, mas com melhores condições.
Serralves em Festa é uma desgraça, ouve-se barulho por todo lado, lixo, a relva nalgumas zonas desapareceu, gente até dizer chega, marcas de cerveja e do banco a oferecer lixo com a devida publicidade..... Não sei o que ganha Serralves com isto, mas o jardim não ganha nada seguramente. A mim não me voltam a apanhar nestas festas, a não ser que o meu irmão volte a tocar lá.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Gustavo Costa em Serralves em festa

No próximo fim de semana Serralves está em Festa. Serão 48 horas sem parar e cheias de diversas actividades e tudo isso gratuitamente.
O meu "compositor privado", é assim que gosto de chamar ao meu irmão Gustavo, uma vez que todas as minhas exposições individuais têm a musica que ele compõe para cada uma delas, vai fazer parte desta "festa".
Vai começar no sábado logo pelas 10 da manhã com a "Fanfarra" - música improvisada- e o local vai ser um percurso na baixa do Porto.
No domingo vai apresentar o seu projecto individual, "Gustavo Costa" - música improvisada, ás 16 horas e o local é em Serralves no Parterre Lateral.
Quem quiser saber mais informações sobre estes programas:http://serralvesemfesta.com/fotos/gca/serralves_em_festa_08_1211984552.pdf
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Curso de Murais Cerâmicos
No passado ano, fui convidada pelo CEARCAL, em Valladolid, a ser monitora deste curso. Foi bastante intenso devido ao pouco tempo disponível.
Procesos Creativos en la construcción de murales cerámicos
De 19 al 23 de Noviembre de 2007
O curso desenvolveu-se durante um período lectivo teórico/prático de quarenta horas.
Foi estabelecido como objectivo central a criação, por cada aluno, de uma maqueta de trabalho para futura realização de um mural.
O primeiro passo consistiu na procura de um espaço, mais concretamente uma parede, dentro da área da própria instituição que lhes agradasse trabalhar.
Seguidamente apresentaram as suas propostas desenhadas em papel e começaram a dimensionar a maqueta, tendo em atenção a escala mais apropriada para a sua realização.
Um dos aspectos mais importantes a ter em atenção era também o factor tempo, pois era necessário gerir de forma eficaz o tempo que tinham disponível para realizar o trabalho, sendo esse um dos exercícios - controlar prazos de entrega.
As maquetas foram evoluindo à medida que se estabelecia o diálogo e os alunos iam dispondo de mais informação, nomeadamente através da visualização fotografias de trabalhos e respectivos processos criativos de diversos artistas.
Alguns dos alunos tiraram grande partido dessa informação e isso reflectiu-se de imediato nas suas propostas de trabalho e maquetas.
Foi abordada também a questão dos cuidados a ter quando se passa para escalas reais e do que é necessário apresentar para uma proposta de trabalho.
Por fim cozeram-se as peças e falou-se dos resultados finais através do método de apreciação, discussão e crítica de todas as propostas, tendo sido pedido a cada aluno que justificasse e fundamentasse devidamente o seu trabalho.As dificuldades que mais se evidenciaram foram: a dificuldade de expressar as ideias em papel, nomeadamente através do desenho; o deixar de pensar em pequenas peças tridimensionais meramente decorativas para passar a pensar em termos de planos e relevos; e o ter que realizar objectos em grande escala.
Procesos Creativos en la construcción de murales cerámicos
De 19 al 23 de Noviembre de 2007
O curso desenvolveu-se durante um período lectivo teórico/prático de quarenta horas.
Foi estabelecido como objectivo central a criação, por cada aluno, de uma maqueta de trabalho para futura realização de um mural.
O primeiro passo consistiu na procura de um espaço, mais concretamente uma parede, dentro da área da própria instituição que lhes agradasse trabalhar.
Seguidamente apresentaram as suas propostas desenhadas em papel e começaram a dimensionar a maqueta, tendo em atenção a escala mais apropriada para a sua realização.
Um dos aspectos mais importantes a ter em atenção era também o factor tempo, pois era necessário gerir de forma eficaz o tempo que tinham disponível para realizar o trabalho, sendo esse um dos exercícios - controlar prazos de entrega.
As maquetas foram evoluindo à medida que se estabelecia o diálogo e os alunos iam dispondo de mais informação, nomeadamente através da visualização fotografias de trabalhos e respectivos processos criativos de diversos artistas.
Alguns dos alunos tiraram grande partido dessa informação e isso reflectiu-se de imediato nas suas propostas de trabalho e maquetas.
Foi abordada também a questão dos cuidados a ter quando se passa para escalas reais e do que é necessário apresentar para uma proposta de trabalho.
Por fim cozeram-se as peças e falou-se dos resultados finais através do método de apreciação, discussão e crítica de todas as propostas, tendo sido pedido a cada aluno que justificasse e fundamentasse devidamente o seu trabalho.As dificuldades que mais se evidenciaram foram: a dificuldade de expressar as ideias em papel, nomeadamente através do desenho; o deixar de pensar em pequenas peças tridimensionais meramente decorativas para passar a pensar em termos de planos e relevos; e o ter que realizar objectos em grande escala.
sábado, 31 de maio de 2008
Artigo de Jornal Holandês
Leeuwarder Courant – Culture section – Tuesday 20 May 2008
Ceramic refuges in Lawei
Drachten – In her native Portugal, Sofia Beça is a famous ceramist, but in the Netherlands she is as yet an unknown celebrity. Perhaps her exhibition in de Galerij van de Lawei can change this situation.
Her work is now exhibited in this gallery at the invitation of Paulien Ploeger, this year’s guest curator in Drachten. Ploeger aims to introduce the work of artists from lesser known parts of Europe to the public. Last year, for example, she organised an exhibition of Lithuanian felt art in the Museum Smallingerland.
The exhibition in De Galerij is called ‘From womb to tomb – refuges and habitats’. It is Beça’s belief that the life of both man and animal, from womb to tomb, is a continuous search for shelter.
This shelter can either be a refuge, a real cave or in a more broader sense a habitat, the living environment in which a creature feels safe and secure.
Beça presents a large number of fairly small ceramic sculptures, all based on natural examples. They can nearly always be connected with concepts such as ‘taking shelter’, or ‘hiding’, though in some cases this is more clearly expressed than in others.
The installation ‘Floresta Portuguesa’ forms the centre of the exhibition and consists of fifty ceramic tree trunks. They symbolize the forest of course, a nearly archetypal shelter.
In some cases Beça has combined dozens of smaller objects into one large wall sculpture, as with ‘Habitats’, the exhibition’s opening work. In this work she closely studies the life of insects, which largely takes place in secret. You can see depositions of eggs, feeding trails of caterpillars and the entrances of formicaries.
In the large wand sculpture ‘Borboletear’ you can see forms that suggest butterflies and flying insects, but which are built up out of fragments reminiscent of snail shells that have been cut sideways. These are refuges once again.
Beça works with unglazed ceramics, therefore earth colours dominate the exhibition. The dominant colour is a deep red, a colour normally associated with Spain and Portugal as well.
Those colours are in complete harmony with the organic design of her work, which radiates a pleasant austerity because of this.
The ceramic exhibition in de Lawei can be visited until Saturday.
Sytse Singelsma
Ceramic refuges in Lawei
Drachten – In her native Portugal, Sofia Beça is a famous ceramist, but in the Netherlands she is as yet an unknown celebrity. Perhaps her exhibition in de Galerij van de Lawei can change this situation.
Her work is now exhibited in this gallery at the invitation of Paulien Ploeger, this year’s guest curator in Drachten. Ploeger aims to introduce the work of artists from lesser known parts of Europe to the public. Last year, for example, she organised an exhibition of Lithuanian felt art in the Museum Smallingerland.
The exhibition in De Galerij is called ‘From womb to tomb – refuges and habitats’. It is Beça’s belief that the life of both man and animal, from womb to tomb, is a continuous search for shelter.
This shelter can either be a refuge, a real cave or in a more broader sense a habitat, the living environment in which a creature feels safe and secure.
Beça presents a large number of fairly small ceramic sculptures, all based on natural examples. They can nearly always be connected with concepts such as ‘taking shelter’, or ‘hiding’, though in some cases this is more clearly expressed than in others.
The installation ‘Floresta Portuguesa’ forms the centre of the exhibition and consists of fifty ceramic tree trunks. They symbolize the forest of course, a nearly archetypal shelter.
In some cases Beça has combined dozens of smaller objects into one large wall sculpture, as with ‘Habitats’, the exhibition’s opening work. In this work she closely studies the life of insects, which largely takes place in secret. You can see depositions of eggs, feeding trails of caterpillars and the entrances of formicaries.
In the large wand sculpture ‘Borboletear’ you can see forms that suggest butterflies and flying insects, but which are built up out of fragments reminiscent of snail shells that have been cut sideways. These are refuges once again.
Beça works with unglazed ceramics, therefore earth colours dominate the exhibition. The dominant colour is a deep red, a colour normally associated with Spain and Portugal as well.
Those colours are in complete harmony with the organic design of her work, which radiates a pleasant austerity because of this.
The ceramic exhibition in de Lawei can be visited until Saturday.
Sytse Singelsma
(with picture of ‘Borboletear’ – wall sculpture of Sofia Beça, to be seen in de Galerij van de Lawei)
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Fornadas
terça-feira, 27 de maio de 2008
Forno de Lenha


Aqui está o meu forno de lenha. Com poucos meios consegue-se fazer um forno destes. Ando sempre a ver quando posso melhorar mais alguma coisa (que na realidade devia ser quase tudo). A próxima melhoria será a porta, fazer com que não se perca tanto calor e mais fácil de usar. Consigo fazer fornadas de 6 a 8 horas, depende da carga que tem dentro. Para o rudimentar que é, funciona muito bem. Na ultima fornada consegui chegar aos 1150ºC, nada mau. A única coisa que me entristece é que sempre que quero fazer uma fornada destas, tenho que fazer 250Km, do Porto a Outeiro( uma aldeia de Bragança, no limite de Portugal) e dependo sempre do tempo. Se chove não é possível, se está vento também não e se é verão é arriscado. Não quero ser responsável por uma "fornada" na aldeia.domingo, 25 de maio de 2008
Exposição na Holanda
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Wali Haves em Alcora
Depois de concluído, Wali Haves colocou a sua oferenda- uma garrafa de vinho, uma maçã e incenso.
Aqui estão alguns dos "escravos" do Wali Haves, pelo menos foi assim que eu me senti no fim de tudo aquilo.
Quando tudo começa a arder. Para quem entende minimamente do assunto, vai achar estranho as aberturas já estarem fechadas com as placas refractárias.
Passado algum tempo começou-se a ver as chamas. Se antes de o acender já estava com bastantes aberturas, com a dilatação do calor pior.
E passado cerca de duas horas, assim estava o "forno".O Museu de Alcora tem vindo a fazer um festival de cerâmica, no Verão. No passado ano, como disse anteriormente, Portugal foi o país convidado, mas paralelamente a isso havia outras actividades, feira de cerâmica, exposições de concursos e a demonstração de uma cozedura.
Wali Haves era o responsável por essa actividade. Quis construir um "forno" de 6 metros por 2 metros de altura. Para isso necessitou da ajuda de vários ceramistas ou até mesmo simples curiosos, para montar o que vêm nas fotos. Segundo a teoria dele, íamos colocando tijolos e placas para fazer patamares para se poder colocar a lenha, as peças e sal. Ficou com vários pisos com tudo isso, fechando o "forno" com placas refractárias.
Isto teoricamente funcionaria, se ele tivesse tido o cuidado de usar placas de alta temperatura e que as paredes ficassem bem feitas. Cheguei a ver pessoas a pôr pequenos bocados de azulejos para nivelar a parede????
Alguns de nós perguntamos se ele não achava que as paredes estavam "um pouco " tortas e respondeu que não havia motivo de preocupação.
Na minha ignorância, deixei que duas peças minhas fossem para dentro deste "forno". Claro está que nunca mais as vi.
Para mim o que ele fez não foi um "forno" mas sim uma fantástica escultura com fogo. Mas para isso não precisava de peças dentro. Quando uso a palavra "escravos" é no sentido que de ele não estava minimamente preocupado com as nossas peças e necessitava de ajuda. E essa foi a forma de nos ludibriar.
Quando tudo estava desfeito, fui-lhe perguntar o que pensava ele do que se tinha passado e a resposta dele foi muito elucidativa, estava zangado porque os bombeiros e a policia colocaram vedações de protecção e ele não gostava, ficava feio.....
Acho que por aquela zona ficou "queimado".
terça-feira, 20 de maio de 2008
Soenga
As peças cruas são colocadas num buraco de terra e faz-se uma fogueira no centro para as ir aquecendo.
Ao fim de bastante tempo, já as peças estão suficientemente quentes e há bastantes brasas. Começa-se a colocar as peças umas em cima das outras.
Depois de todas empilhadas, coloca-se ao seu redor a lenha, não pode ficar nenhuma abertura e é necessário estar sempre a tapar o que o fogo vai consumindo. Se assim não for, as peças não ficam todas cozidas e entra bastante ar, baixando a temperatura.
Chega a uma altura e deixa-se de pôr lenha. Espera-se que a temperatura suba um pouco mais (consegue ir aos 900ºC).
A fase seguinte é colocar o mais rapidamente possível caruma, para que não se perca temperatura.
Depois coloca-se terra até que o buraco fique quase todo tapado. Desta forma, as peças terminam de cozer e cria-se uma atmosfera redutora (sem oxigénio) e as peças ficam negras.
No dia seguinte, abre-se o buraco com bastante cuidado para não se partir nada.No passado ano, o Museu de Alcora, convidou-me a ser comissária e participante da exposição de ceramistas portugueses contemporâneos. Na altura convidei o Heitor Figueiredo, Karin Somers, João Costa, João Carqueijeiro e Virginia Fróis. Uma vez que nesse ano, Portugal era o país convidado, aproveitei para convidar o oleiro César Teixeira, que de contemporâneo não tem nada, mas muito para mostrar de uma técnica de cozedura primitiva. São muito poucos os oleiros que ainda usam este método para cozer os seus trabalhos.
É uma forma de cozer bastante dura. Como vêm pelas fotos, obriga a um esforço físico muito grande. Demasiado calor e muito fumo. Nada bom para a saúde, ainda por cima, foi no verão e Alcora é no Mediterrâneo.....fazem ideia da temperatura no local??
Mas os resultados finais justificam o esforço. As peças ficam com umas tonalidades e brilhos negros. Os espanhóis ficaram fascinados com o César. Esperemos que ele não pare.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Oportunidade
Grês, madeira, técnica mista, cozedura a 1150ºC a gás com redução. 40 x 40 x 8 cm. 2007
Durante este fim de semana, como tinha mencionado, estive a vender trabalhos a metade do preço (alguns até a menos). A falta de espaço para armazenar é um grande problema neste momento e com a exposição da Holanda a voltar para cá brevemente, o problema aumenta. Infelizmente não foi muita gente, mas felizmente as que apareceram, quase todas foram com alguma coisa para casa. Desta forma tenho que agradecer a quem apareceu e comprou, assim o armazenamento fica mais facilitado. No entanto ainda ficaram alguns trabalhos que podem ser adquiridos por estes preços. Quem estiver interessado, basta apenas que me contacte.
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