quinta-feira, 27 de março de 2014

Exposição "Memórias à flor da pele"


video

Depois de apresentadas aqui imagens dos trabalhos em exposição e do texto que foi escrito para a mesma, fica aqui o registo em video do espaço e das obras expostas, assim como os devidos agradecimentos a quem de forma directa ou indirecta esteve envolvido na exposição "Memórias à flor da pele".
Também já aqui referi que a exposição está patente no Museu de Olaria de Barcelos, até dia 29 de Junho. Espero que este video "aguce" a vontade de ver ao vivo os trabalhos.

Link do video:
https://vimeo.com/89025835?utm_source=email&utm_medium=clip-transcode_complete-finished-20120100&utm_campaign=7701&email_id=Y2xpcF90cmFuc2NvZGVkfGNmNDgwZDk3NjNjYThhMmZkNDRiM2I2YWQ1MDY5MDc4NDM5fDE4NTIwMDgwfDEzOTQ3MzY5MjR8NzcwMQ%3D%3D

terça-feira, 25 de março de 2014

Exposição "Memórias à flor da pele"

 "Memórias à flor da pele" - co-autoria Sofia Beça e Paulo Pimenta

 Detalhe

 Detalhe

 Detalhe


Este foi o trabalho que deu o título à exposição, "Memórias à flor da pele". Um desafio que fiz ao fotógrafo Paulo Pimenta, à cerca de ano e meio, mas que só agora foi possível concretizar. O desafio foi aceite desde o inicio, mas o local desejado a expor ainda não tinha aparecido. Surgiu agora na Capela do Museu de Olaria de Barcelos, um espaço lindíssimo para a exposição e para este trabalho em concreto. 
É o reflexo de duas memórias, duas leituras, duas vivências diferentes, dois materiais, mas que juntas fazem um todo.

domingo, 23 de março de 2014

Exposição "Memórias à flor da pele"

 "Construindo sensações"

 Detalhe

 Detalhe

 "Memórias" Fotografia Paulo Pimenta

"Memórias " Fotografia Paulo Pimenta

Estes são mais alguns dos trabalhos expostos na exposição. Relembro que poderá ser visitada a´te dia 29 de Junho, no Museu de Olaria de Barcelos

sexta-feira, 21 de março de 2014

Texto para a exposição "Memórias à flor da pele" de Sofia Beça e Paulo Pimenta



Memórias à flor da pele


Mesmo que alguém fosse capaz de expressar tudo o que está no seu interior, não o conseguiríamos compreender.”1


Quatro anos depois de Escultura Cerâmica Hoje 5 autores portugueses e O Antes, o Durante e o Depois releio os textos que escrevi para exposições da Sofia Beça. O percurso continua a ser desenhado no esforço de ver respondida uma inquietação humana: Qual o melhor caminho?

Talvez pelas pedras da calçada com atenção às que se soltam ou deslocam do seu lugar; ou saltitando de telhado em telhado incerta da estrutura que o sustenta; ou, quem sabe, correr sem destino atenta à sensação do vento a tocar na nossa pele, que nos congela o rosto, enquanto o corpo liberta um calor que nos humedece.

Na ausência de representações miméticas, as manifestações plásticas da Sofia Beça ficam marcadas pela utilização da cerâmica e, nos últimos anos, pela conquista de um espaço no qual é evidente a crescente depuração, quer no tratamento da matéria, como na síntese formal.

A exposição Memórias à flor da pele transporta-nos para o que está simultaneamente longe e perto de nós ou para o modo como o passado pode ser ativado para o presente - que neste momento se torna, incontornavelmente, passado. Momentos da experiência vivenciada e acerca da qual fará sentido exaltar a intensidade ou dimensão que nos arrepia o corpo e nos abala a alma. A pele que, nos trabalhos da Sofia Beça, possui a expressividade de catarse, de purgação. Pele de texturas e tonalidades que sugerem pequenas explosões contidas, automatismos quotidianos, intermináveis repetições de gestos, ações organizadas, percursos e rotinas realizadas aqui, nesta terra, com a terra, com a argila que absorve, como nós próprios Absorvemos…

Memórias à flor da pele é igualmente título de uma obra em parceria com o Paulo Pimenta. Duas reflexões sobre o si - self - de estrutura não-linear e não cronológica que resultam numa espécie de diálogo espelhado onde se gravam registos fragmentados através e entre os quais nos poderemos encontrar ou reencontrar. Uma escrita a duas mãos que no trabalho do Paulo Pimenta é sempre entendida como um momento de partilha.

As suas fotografias são como mergulhos profundos, discretos, complexos e silenciosamente perturbadores. Partilhas do sentir pelo ver e que, bem distinto do olhar desatento do quotidiano contemporâneo, se cravam em nós. São viagens de, pela e sobre vida - pelos tempos e pelos lugares dos nossos mais diversos eus. São corpos que encarnam personagens e que espelham fantasias, fantasmas, o agridoce dos momentos, dos seres humanos, de lugares mais próximos ou mais distantes, inquietando os nossos mais íntimos segredos e medos.

Assim, exprimem-se sentimentos tão diferenciados e tão próximos como a paixão ou a mágoa, o amor ou a perda, sensações e emoções que de tão silenciosamente se conterem parecem aproximar-se da implosão.
Qual será o melhor caminho?

Talvez encontremos resposta caminhando…, “desenhando e esculpindo a diferentes ritmos, velocidades… sem pressa, mas em direcção a um objectivo agradável (Rousseau, Jean-Jacques, 1712-1778) no qual o tempo e a maneira como se desfruta dele,

sem saber o que sucederá após o passo seguinte, estimula-nos a prosseguir.

Passeando, correndo, parando, avançando em direcção a… seguimos e/ou somos seguidos,

tropeçamos, por vezes, caímos e reerguemo-nos…

sentimos e somos sentidos, observamos e somos observados, ouvimos e somos ouvidos, entendemos e somos entendidos umas vezes mais ou melhor e outras vezes menos ou pior… emocionamo
nos e emocionam-nos 2.


Rute Rosas

                                                                                                                                      
Fevereiro, 2014

1 WITTGENSTEIN, Ludwig, in Últimos Escritos Sobre a Filosofia da Psicologia, tradução: António Marques, Nuno Venturinha e João Tiago Proença, Edição da Fundação Calouste Gulbenkian, Serviço de Educação e Bolsas, Lisboa, 2007, p. 91.


2 ROSAS, Rute, fragmento de texto a propósito da intervenção, Caminhando..., 2010, in Autocensura como Agente Poético Processual da Criação Escultórica- Projectos, Processos e Práticas Artísticas- Tese/Obra, FBAUP, 2011, P.46 e Http://www.ruterosas.com/pt/works/caminhando/

quinta-feira, 20 de março de 2014

Exposição "Memórias à flor da pele"

 "Cada um assobia para o lado"

 Detalhe

 "Reflexos do meu silêncio"

 Detalhe

 "Adapta-te à vida!"

detalhe

Estes são mais alguns dos trabalhos que podem ser vistos até dia 29 de Junho no Museu de Olaria de Barcelos.

quarta-feira, 19 de março de 2014

"Memórias à flor da pele"


 detalhe de "... e produzimos"

 "... e produzimos"

 Detalhe de "Lutar pelo nosso caminho"

 "Lutar pelo nosso caminho"

 "Qual o melhor caminho?"

Detalhe de "Qual o melhor caminho?"

Estes são alguns dos trabalhos que podem ser vistos na exposição "Memórias à flor da pele", no Museu de Olaria de Barcelos.

terça-feira, 18 de março de 2014

Exposição "Memórias à flor da pele"







Inaugurou no passado sábado a exposição "Memórias à flor da pele", no Museu de Olaria de Barcelos. A todos que estiveram presentes, um muito obrigada. Ao Paulo Pimenta, obrigada por aceitar o meu desafio.
A exposição estará patente até dia 29 de Junho. 

quinta-feira, 13 de março de 2014

Exposição "memórias à flor da pele"








No próximo sábado inaugura a exposição "Memórias à flor da pele" da minha autoria, tendo como convidado o fotógrafo Paulo Pimenta. Será ás 17.00 no Museu de Olaria de Barcelos.
Ficam aqui imagens da montagem de alguns trabalhos que poderão ver em exibição.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Exposição "Memórias à flor da pele"


No próximo dia 15 de Março inaugura a exposição "Memórias à flor da pele" - Sofia Beça convida o fotógrafo Paulo Pimenta, no Museu de Olaria de Barcelos, pelas 17.00h. A exposição estará patente até dia 29 de Junho

domingo, 9 de março de 2014

14º Simpósio Internacional de Cerâmica em Dahab, Egipto

 Sofia Beça "The Eye"

 Detalhe

 Elina Titãne

 Mohamed Farouk

  Mohamad Samir Gindy

 Raul Pereda

Bettina Ammann

Estes são mais alguns dos trabalhos que foram realizados durante o simpósio e que estiveram expostos na "Opera House", no Cairo, Egipto.